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Expressionismo Alemão no Mamam

Exposição “Gravuras do Expressionismo Alemão” no Mamam

Por Luiz Joaquim | 29.11.2001 (quinta-feira)

O Mamam (Recife) inaugura hoje em seu segundo andar, a partir das 20h, Gravuras do Expressionismo Alemão, uma das mais completas exposições da corrente da qual a Alemanha participou decisivamente, e que veio a influenciar o modernismo brasileiro. Coordenada pela Instituto de Relações Culturais com o Exterior, de Stuttgart, e apoiada pelo Centro Cultural Brasil-Alemanha e Prefeitura da Cidade do Recife, a exposição fica em cartaz até 20 de dezembro (de 2001).

O Expressionismo do início do século 20 constitui, na história da arte, o movimento inverso ao Impressionismo do fim do século 19. Como forma artística, as artes gráficas desse estilo não viveram à sombra da pintura. Ao lado da litografia, foi sobretudo a xilogravura que possibilitou condução espontânea das linhas, a linguagem formal abstrata, a ampla bidimensionalidade e a tendência à deformação e à espacialidade com perspectiva distorcida comum aos traços das correntes Die Brücke (A Ponte) e Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul).

Dos artistas que participavam ativamente de Die Brücke, pode se ver obras do mais velho fundador deste grupo: Ernst Ludwig Kirchner (foto); além dos trabalhos de Karl Schmidt-Rottluff; Max Pechstein, Emil Nolde, Otto Muller e o primeiro a criar xilogravuras Erich Heckel.

Na corrente Der Blaue Reiter, o grupo era formados por artistas de diferente personalidades e interesses, fazendo com que as mensagens fossem bastante pessoais, individualizadas. Desta forma, vieram os esboços gráficos de Wassily Kandinsky, cuja xilogravura era misturada com xilogravura japonesa e com pequenos flertes com a art nouveau. Há também gravuras de Franz Marc, do ingênuo Heinrich Campendonk, e de Paul Klee.

Fora dos dois grupos, encontramos trabalhos de Lyonel Feininger, cujas obras fazem parte das publicações Bauhaus); Christian Rohlfs; Oskar Kokoschaka, com seus retratos de forte teor psicológico; Max Backmann e George Grosz, tido como o maior crítico da sociedade na segunda década do século.

A exposição é parte de um programa do Instituto de Relações Culturais com o Exterior que objetiva divulgar a arte alemã do séc. xx sob aspectos de História da Arte, exemplificativamente ou em nexos mais abrangentes.

O Expressionismo – uma corrente artística européia, – situa-se entre as evoluções mais significativas das primeiras décadas desse século. A rejeição das formas e dos conteúdos da arte representativa burguesa caracterizou não apenas a pintura e as artes gráficas, mas também a literatura e o teatro, a arquitetura, a música e o cinema.

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