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Digital

Filmografia Camilo Cavalcante

Os 12 trabalhos de Camilo Cavalcante

Por Luiz Joaquim | 09.12.2008 (terça-feira)

A mostra “Expectativa 2009 / Retrospectiva 2008” do Cinema da Fundação celebra amanhã (quarta, 10) o cinema pernambucano em dois níveis. Um, exibindo, às 20h, a nova safra de curtas-metragens pernambucanos, com destaque para a primeira exibição pública dos novos “nº27”, de Marcelo Lordello, e “Superbarroco”, de Renata Pinheiro. Filme que estiveram mês passado no 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, saindo “Superbarroco” vitorioso como o melhor curta pelo júri oficial.

O outro nível de celebração está no lançamento, às 19h, do DVD “Filmografia Camilo Cavalcante”, colocado no mercado pela Aurora Cinema. Dono de mais de 90 prêmios em cinema e vídeo – divididos entre os 12 trabalhos nos dois discos do DVD – Camilo veio conquistando o Brasil e o mundo ao poucos sem nunca subverter sua opção visual fiel pelo que o Nordeste tem de forte, tanto em estética quanto em proposta temática.

Ao mesmo tempo, Camilo não reduz seu trabalho a regionalismos. Embora ressoe com força na tela a realidade e as dificuldades do homem latino-americano, seus protagonistas são universais e sua câmera fala uma linguagem única, a do cinema.

É assim com o falso plano-sequência “A História da Eternidade” (2003), ou com “Rapsódia para Um Homem Comum” (2005) e ainda o recente “O Presidente dos Estados Unidos” (2007). Todos estes filmes estão no disco um, junto a crônica “Ave Maria Mãe dos Oprimidos” (2003) e “O Velho, O Mar e O Lago” (2000).

Para quem conhece apenas o Camilo consagrado, o DVD é interessante exatamente pare entendermos como se foi configurando a personalidade audiovisual do diretor. O disco dois oferece essa oportunidade com as obras menos acessíveis de Camilo, não por acaso suas primeiras obras: “Hambre, Hombre” (1996), “Os Dois Velhinhos” (1996), “Ocaso” (1997), “Alma Cega” (1997), “Amorte” (1999), “Matarás” (1999), e Leviatã” (1999).

Numa olhada rápido à ficha técnica destas obras, é fácil ver a versatilidade de Camilo com os diversos formatos do audiovisual – Super-VHS, Betacam, DV-Cam. Na verdade, rever seus trabalhos é entender também um pouco da evolução e das possibilidades desses formatos. Com o detalhe que Camilo parecia conseguir extrapolar o máximo destas possibilidade de dramaturgia que tais formatos disponibilizam tecnicamente até passar para a película, primeiro o 16mm e depois o 35mm.

Como diz o crítico e realizador Kleber Mendonça Filho na apresentação da coletânea “Filmografia Camilo Cavalcante”, agora só resta “esperar o óbvio: um exercício em longa-metragem onde, fragmentos importantes dessa filmografia deverão vir à tona naturalmente com as marcas de seu autor

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