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Como não Fazer um Filme – Livro Jardim Atlântico

Ei, não é um livro de auto-ajuda

Por Luiz Joaquim | 18.06.2015 (quinta-feira)

A primeira informação sobre “Como Não Fazer um Filme : Livro Jardim Atlântico” (edição do autor, 150 págs., R$ 20), escrito pelo cineasta Jura Capela e que será lançada às 19h de hoje na Livraria Cultura do Paço Alfândega, é que não se trata de um obra de auto-ajuda. O livro complementa uma outra etapa do projeto “Jardim Atlântico”, que gerou um filme lançado em março de 2013.

O título escolhido para a brochura, portante, é menos um alerta e mais um desabafo que explica, por um narrativa leve, o processo dramático – mas também de bastante satisfações e alegrias – que tomou cinco anos da vida do diretor para realizar seu primeiro longa-metragem de ficção. O texto de Capela aparece aqui bastante fluido e sem receios contra julgamentos por sua sinceridade no que diz respeito às dificulades e os medos que o cercaram nas etapas entre a pré-produção e finalização do filme.

Espelhando o estado de espírito presente nos complicados sets de filmagens – por meio de uma constante descrição do que o diretor pensava em momentos cruciais da produção e filmagens -, “Como Não Fazer um Filme” segue a cronologia do ponto zero da produção até seu lançamento nos cinemas. Entre um ponto e outro, acompanhamos sua via crucis para captar recursos, levantar uma base para a produção no Rio de Janeiro, encontrar locações, reunir técnicos, criação e elenco e, finalmente, filmar com recursos limitados e limitadores.

No meio do processo, mais questões pessoas, extra-filme, a resolver. Como o caso de uma atriz que desistiu do projeto com cerca de 50% da cenas já filmadas, ou a chegada da notícia de que a mãe de um dos protagonistas estava doente, em estado terminal, na data de filmagem de uma cena crucial para a história.

Gera também especial atenção as soluções que foram criadas por Capela e equipe para realizar filmagens subaquaticas, a 60 metros de profundidade no litoral de Fernando de Noronha, tendo de resgistrar a imagem de um ator nu, usando apenas uma máscaro de touro, como um minotauro marinho. Outro bom exemplo de exercício criativo no cinema são as soluções reveladas para a confeção de plano-sequências vistos nos trechos musicais ao longo do filme, que incluem performances de Céu, Otto e Mariana de Morais.

São revelações bem corajosas, mas que não podia ser diferente considerando o histórico que cerca a realização de “Filme : Jardim Atlântico”. Há, todavia, pontuando o texto, um constante registro de alegria do cineasta. Surge como uma forma de reconhecimento e agradecimentos a todos aqueles envolvidos no projeto. Pelo fato de todos eles terem possibilitado a realização de um delírio cinematográfico em algo concreto e que depois ganhou vida própria.

CLIPPING – “Como Não Fazer um Filme – Livro Jardim Atlântico” inclui, ao final, uma pequena fortuna crítica, com resenhas publicadas nos jornais locais, além de uma publicada no carioca “O Globo”, publicadas por ocasião do lançamento do filme em 2013.

SERVIÇO
Lançamento de
“Como Não Fazer um Filme : Livro Jardim Atlântico”
Edição de autor
150 páginas
R$ 20
18/06/2015, às 19h, Livraria Cultura (Paço Alfândega)

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