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2 Comentários

  • Melina

    Olá Luiz Joaquim, tudo bem? Gostaria de saber quando entra em cartaz e a censura. Você saberia ? Obrigada!

    • Luiz Joaquim

      Olá, o filme entrou em cartaz quinta-feira (21/07) nos multiplex. A classificação indicativa é 12 anos.

    Críticas

    A Lenda de Tarzan

    Modernizaram Tarzan e… ficou bom!

    Por Luiz Joaquim | 21.07.2016 (quinta-feira)

    “Você sabe que a ponta esquerda de seu bigode está mais alta que a da direita? Não sabe?”, diz Jane (Margot Robbie) – a companheira de Tarzan (Alexander Skarsgard) -, constrangendo seu algoz enquanto ela está presa sob sua custodia desse malvado, no caso o belga Leon Rom (Christoph Waltz).

    A situação está em A lenda de Tarzan (The Legend of Tarzen, EUA, 2016), e essa altivez com a qual a prisioneira Jane, com inteligência, encurrala psicologicamente o vilão – isso minutos depois dele dizer-lhe que a moça irá morrer -, soa mais forte e eficiente para ressaltar a valor e a fibra de um mulher do que todo um Caça-fantasmas trabalhado para provocar esse efeito.

    Esses dados da personalidade marcante daquela que era vista apenas como uma mocinha e aqui é elevada ao lugar de heroína são salpicados com galhardia ao longo da história. Está lá por exemplo quando, ao escutar um conselho irônico de Leon – “Você não deveria deixar seu marido trazê-la para este lugar” -, Jane replica: “Ele não me trouxe. Eu me trouxe”.

    Ou ainda quando, numa outra circunstância, o mesmo vilão se dá conta de que saiu perdedor, e a única coisa que consegue fazer é balbuciar um “Essa mulher…”; sussurrando admirado para si próprio enquanto observa a moça já longe fazendo algo impensável. Não há aqui como não embevecer-se, não apenas pela beleza da atriz, mas também pela sua coragem e determinação como mulher.

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    E não podia ser diferente num filme que se pretende antenado e justo com o seu tempo; em que o herói protagonista (mesmo um canônico, como Tarzan) deve, coerentemente, dividir o mesmo espaço do contexto com a sua esposa.

    A exótica fábula do menino que foi criado por macacos na África é contada aqui em flashbacks como memória do próprio herói enquanto ele é enviado no final do século 19 pelo Parlamento Britânico de volta ao Congo. Lá deverá ir para supostamente ajudar seu povo de um tirano ditador Belga, que escraviza aquela população.

    O que está por trás disso, entretanto, é uma articulação de Leon Rom – que é o representante da realeza tirana belga no Congo – para atrair Tarzan ao líder de um tribo que deseja vingar-se contra o Rei da Selva. O objetivo de Leon é receber em troca diamantes para pagar as dívidas de seu exército.

    O filme traz tudo isso de forma mais fluída e envolvente do que podemos sugerir aqui.

     

    No meio dessa trama política e de muita ação, o diretor David Yates (responsável pelos três últimos Harry Potters no cinema) abre espaço também para o trivial e para a contemplação da beleza.

    Algumas das cenas que constrói para Jane, por exemplo, parece acariciar a delicadeza do rosto de Robbie (atenção à cena do ‘acasalamento’ de Jane e Tarzan). Pelo outro lado, Yates também é generoso para aqueles com o gosto pelo masculino, ao mostrar, sem soar gratuito, o corpo quase matematicamente desenhando de Skarsgard.

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    Num elenco de poucas estrelas (mas ótimos atores) como acontece nessa produção milionária, não poderia deixar de existir ao menos um nome que atraísse o grande público. Esse papel coube a Samuel L. Jackson, aqui como George Washington Williams, uma espécie de ajudante de Tarzan e símbolo da liberdade yankee, mesmo tendo a então recente memória da Guerra Civil nos EUA (estamos no século 19) destacada como um massacre contra os índios.

    Um último ponto para os efeitos especiais, que cada vez tornam-se mais criveis. O ponto aqui está na interação entre humanos e seres digitais. No caso de Tarzan, com gorilas, elefantes, tigres, hipopótamos, crocodilos e toda uma fauna exótica. É bonito.

     

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