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Festivais

16ª CineBH e 13º Brasil CineMundi – Debates

Em evento gratuito, o CineBH e Brasil CineMundi debatem sobre as mudanças no audiovisual.

Por Yuri Lins | 12.09.2022 (segunda-feira)

 – com informações das assessorias do 16a CineBH e 13o Brasil CineMundi

A 16ª CineBH: Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte e o mercado Brasil CineMundi: 13º International Coproduction Meeting, propõem o ciclo de debates Desafios do audiovisual na era da economia de dadosAs quatro mesas que integram o evento discutem a nova fase da produção audiovisual diante de grandes empresas de mídia e serão transmitidas online com presença de cineastas, pesquisadores, distribuidores e produtores nacionais e internacionais.

A partir de um relatório do “Film i Vast”, fundo de coprodução regional dos países da Escandinávia, constatou-se que, nos últimos dez anos, as condições de produção, distribuição e exibição de imagens em movimento sofreram alterações profundas, enquanto as formas de fomento e proteção do setor continuam estruturadas segundo paradigmas do “velho mundo”, organizadas em torno da exploração de diferentes janelas de mídia (TV paga, Vod, TV aberta) e ancoradas nas salas de cinema.

O evento acontecerá de 13 a 16 de setembro, sempre às 11h, com transmissão pelo site www.brasilcinemundi.com.br

Programação:

 

Tema geral: “Desafios do audiovisual na Era de Dados”

13/9 , terça-feira, às 11h – Debate 1 – Tema:  A regulação audiovisual no ambiente streaming 

O crescimento dos serviços de streaming tem provocado desdobramentos em toda a cadeia produtiva audiovisual e fortes abalos nos modelos tradicionais de produção e circulação das obras. Ainda que se trate de um processo em pleno curso, a consolidação dos canais de streaming como players de grande força traz implicações para modelos de financiamento, metodologias de medição de audiência, lógicas de retorno financeiro e até mesmo no conteúdo e na forma das obras audiovisuais. Da mesma forma, a visibilidade dos produtos, para além das ações de marketing tradicionais, passou a depender das interfaces das plataformas e dos algoritmos. Diante desse cenário, como repensar a regulação para o setor audiovisual de forma a buscar um equilíbrio mínimo de forças e a sustentabilidade da produção independente?

Convidados:

Ana Camila Esteves – Pesquisadora | BA

Marina Rodrigues – Produtora executiva com foco em políticas públicas para o audiovisual latino | RJ

Tomas Eskilsson – Head of Film i Väst Analysis | Suécia

Mediador: Pedro Butcher – Colaborador do Brasil CineMundi | RJ

 

14/9, quarta-feira, às 11h  – Debate 2 – Tema:  Políticas públicas de fomento audiovisual no panorama contemporâneo.

A entrada de sujeitos históricos até então praticamente ausentes no espaço audiovisual brasileiro, a partir dos anos 2000, gerou transformações nas disputas discursivas, produtivas e simbólicas pelo direito a se fazer e pensar cinema no país. Com valores e interesses divergentes e muitas vezes antagônicos dos agentes tradicionais, esses novos atores passaram a tensionar a direção das políticas públicas para o cinema. Historicamente inseridas na busca pela industrialização e com foco no produto – em seu sentido mais tradicional –, as políticas para o audiovisual demandam um novo olhar. Ao mesmo tempo, de que forma os novos modelos de produção e circulação a partir do crescimento dos serviços de streaming podem criar novas barreiras de entrada e apresentar novos desafios nesse processo? Que modelo de fomento queremos?

Convidados:

Flávia Gonzaga – Gerente de Investimentos e Parcerias Estratégicas da Spcine | SP

Silvana Meireles – Gestora cultural da Fundação Joaquim Nabuco | PE

Thiago Macêdo – Produtor da Filmes de Plástico | MG

Mediadora: Lia Bahia – Professora e pesquisadora do departamento de cinema e vídeo da UFF | RJ

Silvana Meireles, da Fundaj, integra a mesa sobre políticas públicas.

15/9, quinta-feira, às 11h – Debate 3 – Tema:  Dos festivais às salas: Os espaços de circulação do cinema na era dos streamings 

Diante do avanço do streaming como espaço de circulação do audiovisual, dois movimentos simultâneos transformam a paisagem da circulação dos filmes independentes, de arte ou de autor. A “festivalização” das salas de arte, que contam com uma programação cada vez mais próximas dos cineclubes e mostras, e a “museificação” dos festivais, que se aproximam dos espaços dedicados às artes plásticas e audiovisuais, mobilizam os espaços da espectatorialidade coletiva e reposicionam práticas como a curadoria, programação e a distribuição. Quais são as tendências dos festivais e das salas de cinema independentes diante dessas transformações, e como pensar as relações entre a difusão comercial e a promoção cultural?

Convidados:

Márcia Vaz – Programadora de cinema Instituto Moreira Salles | SP

Markus Duffner – Head of Locarno Pro | Suíça

Tatiana Leite – Produtora da Bubbles Project | RJ

Mediador: Pedro Tinen – Programador e Pesquisador | Alemanha

 

16/9, sexta-feira, às 11h – Debate 4 – Tema: Trabalho do setor audiovisual na era da economia de dados 

As questões ligadas ao trabalho no setor audiovisual sempre foram marcadas por uma alta instabilidade e complexidade. Trata-se de um campo atravessado pelo risco em vários sentidos – seja por sua temporalidade e instabilidade específicas, pela intermitência da atividade, e pelas demandas da velocidade de produção e modelos de fomento. A ideia deste painel é trazer uma questão raramente posta em cena nas discussões do setor audiovisual, observando as transformações em curso e todo o conjunto da atividade: da produção, distribuição e exibição (incluindo programação e processos de curadoria).

Convidados:

Adirley Queirós – Cineasta | DF

Fernanda Lomba – Produtora Audiovisual e Diretora Executiva do NICHO 54 | SP

Julia Duarte – Coordenadora no São Paulo Locarno Industry Academy | SP

Mediador: Pedro Tinen – Programador e Pesquisador | Alemanha

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