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Festivais

Pernambuco no 40º Festival de Brasília – 2007

Imagens de Pernambuco vão invadir Brasília

Por Luiz Joaquim | 16.10.2007 (terça-feira)

O 40º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, programado para acontecer entre 20 e 27 de novembro, anunciou ontem pela manhã os 36 filmes que irão compor sua mostra competitiva. Destes, quatros são pernambucanos: O longa-metragem de estréia de Daniel Bandeira, “Amigos de Risco”; os curtas em 35mm de Leo Lacca, “Décimo Segundo”, e o de Camilo Cavalcanti, “O Presidente dos Estados Unidos”; e o curta em 16mm de Sérgio Oliveira, “Nação Mulambo”. O interessante aqui é que, Pernambuco concorre com títulos de apenas outros quatro Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Distrito Federal, destacando-se ainda como o único representante do Norte/Nordeste.

O mais antigo festival de cinema em atividade no país, é também o mais prestigioso. Além dos cobiçados prêmios em dinheiro, que juntos somam 345 mil reais aos vencedores (190 mil para os longas, 55 mil para curtas em 35mm, e 50 para os de bitola 16mm), o evento é mais respeitado como lançador de tendências e pela sua seleção curatorial.

Gozando deste prestígio, Daniel Bandeira não esconde sua contentação por estar competindo pelo troféu Candango ao lado de Carlos Reinchebach (“Falsa Loira”), de Júlio Bressane (“Cleóprata”), Laís Bodanzky (“Chega de Saudade”), José Eduardo Belmonte (“Meu Mundo em Perigo”) e Paloma Rocha e Joel Pizzini (“Anabazys”).

Pelo telefone, do Rio de Janeiro, onde dá retoques no filme, Bandeira reflete sobre a seleção como a contemplação de longos três anos de trabalho árduo, com muito pouco dinheiro e incertezas a respeito de qual seria o destino do filme após concluído. Brincando, Daniel compara: “É a Argélia na final da Copa do Mundo”. Falando sério, ele diz: “É uma constatação de que o filme não interessa apenas a nós mesmos. Que ele comunica. E mais, o filme é uma espécie de portfólio para um grupo grande de talentosos que vem surgindo no Estado. Um grupo que, aqui, se dedicou tanto quanto eu. E quanto mais pessoas eu conseguir fazer ver ‘ADR’, mas justo eu vou estar sendo com eles”, concluiu.

“Amigo de Risco” conta a história de três amigos que se encontram para uma noitada. Um deles passa mal e os outros dois precisam carregar o terceiro pela madrugada do Recife. “Para quem mora no Recife, isso já diz muito”, explica Daniel, que fala de seu trabalho como um cinema que se adequa ao ambiente, e não o contrário.

Brasília também será a maior vitrine, até agora, para Leo Lacca. Autor dos curtas “Ventilador” e do coletivo “Eisenstein”, o jovem cineasta vem trilhando um interessante percurso autoral. Sem abrir concessões nas narrativas que monta, constroi uma atmosfera corajosa em seus títulos. Lacca já tem o corte final para “Décimo Segundo”, mas adianta que “ainda precisamos correr atrás de apoio para a finalização de som e do tratamento de cor, o qual já temos um pre-set”.

Sobre o filme, Lacca diz que fala do reencontro entre um casal, na pele dos atores Rita Carelli e Irandhir Santos (que também está em “Amigos de Risco”). “É um exercício de diálogos, de linguagem, no qual olhares e o não-dito pode comunicar mais, e onde a câmera também tem sua função narrativa”, adiantou.
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Selecioandos

Longas 35mm
– Amigos de risco, de Daniel Bandeira (88min, PE)
– Anabazys, de Paloma Rocha e Joel Pizzini (90min, RJ)
– Chega de saudade, de Laís Bodanzky (92min, SP)
– Cleópatra, de Julio Bressane (116min, RJ)
– Falsa loura, de Carlos Reichenbach (101min, SP)
– Meu mundo em perigo, de José Eduardo Belmonte (100min, DF)

Curtas 35mm

1. Busólogos, de Cristina G. Muller (12min30, SP)

2. Café com leite, de Daniel Ribeiro (18min10, SP)

3. Décimo segundo, de Leonardo Lacca (20min30, PE)

4. Enciclopédia do irracional e do inusitado, de Cibele Amaral (17min, DF)

5. Espalhadas pelo ar, de Vera Egito (15min , SP)

6. Eu personagem, de Zepedro Gollo (16min , DF)

7. Eu sou assim – Wilson Batista, de Luiz Guimarães de Castro (16min30, RJ)

8. O presidente dos Estados Unidos, de Camilo Cavalcante (23min, PE)

9. Tarabatara, de Julia Zakia (23min, SP)

10. Trópico das cabras, de Fernando Coimbra (23min, SP)

11. Um ridículo em Amsterdã, de Diego Gozze (13min, SP)

12. Uma, de Nara Riella (13min, DF)

Filmes em 16mm

1. A volta do regresso, de Marcelo Valletta (14min, SP)

2. Amor blatídeo, de Ignácio Amaral (11min, DF)

3. Cascadura, de Felipe Cataldo e Godot Quincas (12min, RJ)

4. Cidade do tesouro, de Célio Franceschet (16min, SP)

5. Convite para jantar com o camarada Stalin, de Ricardo Alves Júnior (9min45, MG)

6. Coração de tangerina, de Natasja Berzoini e Juliana Psaros (15min, SP)

7. Criador de imagens, de Diego Hoefel e Miguel Freire (15min, RJ)

8. Era uma vez…, de Gisele Werneck, Byron O’Neill e Guilherme Reis (9min30, MG)

9. Esconde-esconde, de Alvaro Furloni (14h30, RJ)

10. Monstro?, de Alexandre Araújo (6min, SP)

11. Nação mulambo, de Sérgio Oliveira (12min, PE)

12. Náufragos, de Leandro Pinto (17min, SP)

13. O labirinto, de Gleyson Spadetti (13min, RJ)

14. Odeon, de Flávio Guirlard Vieira (10min, RS)

15. Olhos nos olhos, de Johil Carvalho e Sérgio Lacerda (5min40, DF)

16. Sapaim, de Sorahia Segall (13min, DF)

17. Sistema interno, de Carolina Durão (17min. RJ)

18. Voltei para buscar os bolinhos, de Alessandra Brum e Sérgio Puccini (14min50, SP)

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