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Críticas

Em Paris

Não. Não é um filme de Truffaut, mas o mestre gostaria dele

Por Luiz Joaquim | 21.05.2008 (quarta-feira)

Vendo “Em Paris” (Dan Paris, Fra., 2006), filme de Christophe Honoré que estréia amanhã (quinta, 22) na sala Fernando Spencer do Cine Rosa e Silva (Recife), vem à mente um pouco da atmosfera dada por François Truffaut em alguns de seus filmes, em particular os da série com Antoine Doinelle. Mesmo que não tenham o charme do personagem de Jean-Pierre Leáud, os protagonistas aqui – vividos por Romain Duris (de “Albergue Espanhol”) e Louis Garrel (de “Amantes Constantes”) – como os irmãos, respectivamente, Paul e Jonathan, somam o que seria um homem completo nos dias de hoje, com Paris de cenário e o encantamento das mulheres como o norte da vida masculina.

Enquanto Paul, o mais velho, afunda em depressão na cama do velho quarto de infância, de volta à casa do pai após a separação da esposa, Jonathan, em apenas um dia, se aventura pelas ruas da Cidade Luz revendo e fazendo novos amores com a leveza que só a juventude proporciona. O contraste entre a postura dos dois irmãos funciona não para distinguir, mas para formar um complemento do que seria um homem contemporâneo inteiro em suas várias vertentes emocionais. Se há o conquistador incontrolável, pela facilidade dos relacionamentos modernos, há também o homem com o seu amor incondicional por uma única mulher.

Rapazes na platéia devem enxergar sinais que algumas moças não verão aqui. A terceira idade masculina também não passa em branco, representado pelo pai (Guy Marchand) dos rapazes, em sua vida doméstica e conflito com a ex-mulher. Apesar de ser um filme sobre os homens e não sobre elas, Truffaut provavelmente gostaria de assiti-lo.

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