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Críticas

Hotel Atlântico

Box Guararapes exibem Hotel Atlântico no Recife

Por Luiz Joaquim | 13.11.2009 (sexta-feira)

Há três semanas, publicamos resenha sobre o lançamento em São Paulo de “Hotel Atlântico” (Bra., 2009), filme de Suzana Amaral, que estréia hoje em circuito nacionial. No Recife, em cartaz no Box Guararapes (no Grande Recife). Como definiu a própria Amaral em Sessão de Gala na Mostra Internacional de Cinema de SP, seu filme é estranho.

Uma novidade aqui em sua filmografia, seu protagonismo está na pele de um homem (Júlio Andrade), num personagem extraído diretamente do livro de João Gilberto Noll. O ator vive uma figura errante, que vive seguinde em frente, literalmente numa estrada, sem um destino definido, e muito menos com preocupações de causas ou efeitos. Nessa estrada, num ônibus para Florianópolis, encontra o estrangeiro, na pele de uma polonesa deslumbramente e deprimida (Lorena Lobato).

Depois, encontra a violência numa carona. Confronta a religião e encontra a fraternidade num sacristão (Gero Camilo), e o trabalho braçal e desapego material em sua empregada. Ainda encara a política pela filha de um prefeitável (Mariana Ximenes), e volta a flertar com a esperança e renovação pela amizade com o enfermeiro Sebastião (João Miguel). Fica clara a intenção de Suzana, adépta do budismo, em querer sugerir a jornada como a vida em si, sendo o hotel o útero onde a vida é gerada (há sexo no hotel). É um percursso cheio de incongruências e surpresas, assim como a vida em si.

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