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Adeus, Ebert

Câmera clara 367

Por Luiz Joaquim | 08.04.2013 (segunda-feira)

“Acredito que, ao final, conforme nossas habilidades, fizemos alguma coisa para deixar os outros um pouco mais feliz, e alguma coisa para nos tornamos um pouco feliz, isto é o melhor que podemos fazer. Fazer os outros menos felizes é um crime. Nos tornamos infelizes é onde os crimes iniciam. Nós temos de tentar contribuir para a alegria do mundo. Esta é a verdade, não importa quais sejam nossos problemas, como está nossa saúde, nossa condição. É preciso tentar. Eu nem sempre soube disso, e sou feliz por ter vivido o suficiente para ter descoberto”. O que a mensagem tem a ver com cinema? Seria difícil de decifrar, se ela não fosse de autoria de uma dos mais celebrados e respeitados críticos de cinema do mundo, Roger Ebert (1942-2013), falecido quinta-feira última (04), ao 70 anos, vítima de câncer. Ebert, que já foi contemplado com o desejado prêmio jornalístico Pulitzer, em 1975, contraiu cancêr da glândula salivar em 2002, o que limitou em muito sua alimentação. O crítico escrevou por décadas no “Chicago Sun-Times” e fez da crítica de cinema, ao longo de todos estes anos, algo fluído e de fácil compreensão aos leigos, mas nem por isso menos profundo. Não é uma fórmula fácil. Ebert não fazia filmes, apenas escrevia palavras, mas é o cinema que lamenta seu silêncio, agora eterno.

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Ebert 2
No final do ano passado, surgiu o anúncio que o livro de memórias de Roger Ebert, “Life Itself”, contando a recuperação contra o alcoolismo e sua longa corrida contra o cancer, seria adaptado num documentário a ser dirigido por Steve James – vencedor do Oscar por “Basket Blues”, em 1995, filme o qual Ebert era um grande fã. Quem produz “Life Itself” é Martin Scorsese

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Só Deus perdoa
Gostou de “Drive”? Prepare-se, em breve chega o novo filme da dupla Nicolas Winding Refn (direção) e Ryan Gosling (protagonista). Chama-se “Only God Frogives” (só Deus perdoa). Assim com “Drive” (2011), o novo filme parece vir cheio de estilo, com trilha-sonora que dará o que falar, com Gosling batendo pesado. Ele é Julien, administrador de um clube de boxe em Bangkok que, na verdade, serve de fachada para o crime organizado. Quem faz a mãe de seu personagem é uma glamorosa Kristin Scott Thomas. Em 19 de julho está nos cinemas dos EUA.
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Mestre e Divino
16 de abril encerra o 1° Programa Histórias que Ficam, na Cinemateca Brasileira (SP) que programa a exibição do documentário de Tiago Campos, “O Mestre e O Divino”. Com produção de Vincent Carelli, do Vídeo nas Aldeias, o filme apresenta Adalbert Heide, um excêntrico missionário alemão, filma a missão e a aldeia de Sangradouro (Mato Grosso) desde 1967. Divino Tserewahu, cineasta Xavante, foi um dos primeiros alunos do projeto Vídeo nas Aldeias. Em maio, uma mostra itinerante do evento vai circular por 20 cidades.

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