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Festivais

10. Janela (2017) – Debate curadoria

Curados falam da concepção, celebrações e dificuldades para compor o festival.

Por Renata Malta | 06.11.2017 (segunda-feira)

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*foto acima de Victor Jucá/Divulgação.

O encontro com os curadores que aconteceu na manhã desta segunda-feira (6) no mezanino do cinema São Luiz (Recife), iniciou com o diálogo entre o coordenador de produção do 10. Janela Internacional de Cinema do Recife, Luís Fernando Moura e Kleber Mendonça Filho, Diretor artístico do festival, que comentaram sobre a dificuldade em fechar a programação deste ano.

A grade do festival foi divulgada poucos dias antes da abertura do evento. Mendonça destacou as limitações de espaço que o festival enfrenta, desde o ano passado contando com duas salas de exibição, tem sido um desafio tornar as agendas do Cine São Luiz e do Cinema do Museu, na Fundação Joaquim Nabuco, compatíveis a grande demanda de filmes.

O diretor artístico falou também sobre a possibilidade de expansão junto ao Cinemark, mas complementou sobre a incerteza do êxito dessa fusão e a expectativa da reabertura do cinema da Fundação, no campus do Derby, que tem previsão de retomar as atividades no próximo ano.

O principal obstáculo da equipe foi à obtenção das cópias, em destaque, o programa L. A. Rebellion que traz filmes em formatos de 16mm e 35mm. O acordo com a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), de onde foram fornecidas as películas, foi bastante trabalhoso, já que as salas de exibição do Recife não são adequadas a exigências estruturais de possuírem dois projetores, o que inibiria a possibilidade de danificação das cópias.

Moura pontuou a importância deste programa que proporciona oportunidades únicas, como a sessão do filme Dando um rolê, de Larry Clark, que nunca foi lançado e é exibido no festival.

Mendonça falou também sobre a vontade de exibir o filme Super Xuxa contra o baixo astral  na homenagem às heroínas do cinema. Mas foi impossibilitado pela inexistência de copias em alta definição. Foi oferecido um DVD pelo valor de R$ 1500, recusado pela incompatibilidade do formato com a proposta do evento.

O Janela começou, predominantemente, como um festival de curtas. A mostra competitiva de longas-metragens esta em sua 5ª edição e mescla filmes nacionais e internacionais que são trazidos a convite do festival.

A produtora Emilie Lesclaux apresentou os curadores das mostras competitivas de curtas nacionais e internacionais presentes na reunião.  Fábio Leal, Luiz Otávio Pereira, Nara Normande, Sabrina Tenório Luna e Winston Araújo. Eles falaram da concepção dos programas, da escolha dos filmes, do cuidado com o agrupamento e até da ordem em que são exibidos. “A gente exibe o que a gente quer exibir”.

Kleber falou da contradição do regulamento que permite flexibilidade na inscrição de curtas metragens com até 45 minutos, não impossibilitando a exibição de um curta-metragem excedente.

Os curadores comentaram sobre o conforto em selecionar os filmes e na ausência de pressões nas escolhas que priorizam o dialogo entre as obras e as provocações ao público durante os programas. Tudo isso acima de escolhas pessoais ou persuadidas.

Ao questionamento sobre os debates do festival, Kleber Mendonça argumentou sobre a dimensão das sessões que ganham discussões, sobressaindo-se aos filmes. Relação que fez com o fato do festival dispensar o ineditismo para sua seleção.

A equipe comemorou a vinda de Lucrécia Martel, que já era parte dos planos do festival há alguns anos, e enfatizou o convite para a sessão de 66 cinemas de Phillip Hartmann que será precedida por um tour pelo Cinema São Luiz no próximo sábado (11/11).

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