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Críticas

Extermínio 2

Sequência mostra Londres sendo repovoada

Por Luiz Joaquim | 01.06.2006 (quinta-feira)

E a semente que George Romero plantou com “A Noite do Mortos Vivos” no longínquo 1968 ainda dá frutos. O mais novo é “Extermínio 2” (28 Weeks Later, Ing., 2007), do diretor espanhol Juan Carlos Fresnadillo. Na realidade, Fresnadillo promove aqui a seqüência de “Extermínio”, rodado por Danny Boylle em 2002.

Partindo da idéia do filme anterior, vemos agora Londres infestada, depois evacuada, dizimada e abandonada para, na seqüência, receber ajuda dos norte-americanos com um processo de repovoamente da cidade. Entre esses, vêm dos EUA o menino Andy (Mackintosh Muggleton) e Tammy (Imogen Poots, de “V de Vingança”). Eles são filhos de Don (Robert Carlyle) que sobreviveu aos mortos-vivos, mas deixou a esposa para trás enquanto fugia para um campo de concentração, meses antes ser resgatado.

A tensão tem início quando se descobre um sobrevivente ao extermínio anterior, que tanto pode ser uma ameaça quanto uma salvação por manter em seu sangue um possível antídoto para a infecção raivosa dos zumbis turbinados da série.

Apoiado na já tradicional montagem picotada, e no frenético enquadramento com a trepidante câmera na mão, “Extermínio 2” parece ter seu maior mérito mesmo no som e edição de som (imprescindível nos filmes de susto). Fresnadillo, co-autor do roteiro, também desenvolve bem as reviravoltas do enredo, deixando o espectador sem chão quando a questão é ‘onde isso vai dar?’

Mas isso não dura até o fim. O que começa bem vai perdendo força e caindo num cansado jogo de gato e rato que só poderia ser salvo sob um punho forte no aspecto estilístico e da inventividade narrativa. O inconsolável aqui é o recado final de “Extermínio 2” deixado para “Extermínio 3”. Paris que se cuide.

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