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Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio

Ritual de passagem motorizada

Por Luiz Joaquim | 17.08.2006 (quinta-feira)

Há uma fase entre as crianças do sexo masculino,
quando se tornam “machinhos”, que se baseia no orgulho
pelo tamanho do pênis como forma de auto-afirmação.
Dizem que quando os machinhos crescem, o tamanho do
carro é o que passa a importar. Em “Velozes e
Furiosos: Desafio em Tóquio” (The Fast and The
Furious: Tokyo Drift, EUA, 2006) a questão não está no
tamanho mas na potência e no espalhafato dos carros
que eles dirigem.

Interpretado por meia dúzia de machinhos com menos de
18 anos, o terceiro filme da série apresenta um elenco
de desconhecidos no qual Lucas Black vive Sean. Ele é
um garoto problema que, por conta das corridas ilegais
em que se envolve é obrigado a mudar de cidade com sua
mãe. Cansada, ele o manda o moleque para Tóquio, onde
vive o pai dele.

Mas, como diz o pôster, lá “a velocidade não precisa
de tradução”, e Sean logo se vê compelido a mostrar
que é o melhor numa corrida ilegal; mesmo sabendo que
a velocidade ali é menos importante que a habilidade
de fazer um “drift”. O nome em inglês se refere aqui a
uma técnica para fazer o carro derrapar em alta
velocidade nas curvas acentuadas.

A experiência de ver o filme numa sala com som potente
é algo a ser observado. A competência acústica da sala
acaba ressaltando a competência na edição de som de
“Velozes…”. O filme, mesmo sem merecer tanto
crédito, ganha o espectador que passa a observar, ou a
ouvir, quanto trabalho um editor dessa área tem num
filme assim.

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