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Câmera clara 113

Por Luiz Joaquim | 30.06.2008 (segunda-feira)

A grande estréia da semana no circuitão foi a bela animação “Wall-E”, nos relembrando o enorme talento e competência da Pixar, com um parceiro não menos poderoso, a Walt Disney. Na quinta-feira, 26, um dia antes do lançamento nos cinemas, foi feito uma pré-estréia exclusiva para convidados em duas salas da UCI/Ribeiro do Shopping Tacaruna e, por derterminação do distribuidor do filme no Brasil, os convidados não podiam entrar com câmera fotográfica, filmadora, celular ou qualquer material que pudesse de alguma forma captar e/ou reproduzir imagem. A razão é clara, um terror natural da distribuidora com a possibilidade da geração de pirataria a partir de seu mais novo e milionário produto. Pirataria gera prejuízos abissais, todo mundo sabe. Mas me parece que a tentativa desesperada controlar os ‘piratas’, como é feita hoje, ainda precisa ser refinada. Isso porque ir ao cinema, sob um sistema de vigilância como esse, não é só desconfortável mas também constrangedor.

Antes pagava-se o ingresso e entrava-se na sala. Hoje, num caso assim, é preciso abrir a bolsa , a ‘necessaire’, ou qualquer sacola, passar por um detector de metais, e entregar o celular para depois pegar na saída do filme… A organização do evento no Recife ainda ofereceu a cortesia de dar um par de ingressos para quem não quisesse passar pela ‘revista’ de abrir a bolsa ou entregar o celular e câmera. Embora esta prática seja novidade no Recife, ela já acontece com freqüência em grande metrópolis e no exterior para algumas sessões especiais. Mas, o irônico da história toda é que o verdadeiro criminoso tem a liberdade de entrar impunemente na primeira sessão do primeira dia do filme em cartaz e aí cometer o delito, ou seja, questões para evitar a pirataria precisam ser mesmo refinadas pois hoje quem paga o pato, se chateando, ainda é o cidadão honesto, e não o criminoso.

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Vem aí
O Informativo Filme B destacou alguns títulos que as distribuidoras brasileiras adquiriram a partir do último festival de Cannes. A Imovision está com os direitos de “Tony Manero”, co-produção do Chile com Brasil, exibido na Quinzena dos Realizadores, e também a animação “Waltz With Bashir”, bastante celebrada no festival do balneário francês. Já “Changeling” (foto), de Eastwood, com Angelina Jolie (foto), foi comprado pela Universal e deve exibir por aqui no início de 2009. A PlayArte promete três longas que devem fazer boa bilheteria: “Fame”, refilmagem do musical dos anos 1980, “Two Lovers”, com Joaquin Phoenix, e “I Hate Valentine’s Day”, da mesma Nia Vardalos, de “Casamento Grego”.

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Latino-Americano
O 3º Festival Latino Americano, que acontece em São Paulo de 7 a 13 de julho, divulgou que terá na programação deste ano 121 filmes (todos com entrada gratuita) e homenagem ao diretor argentino Fernando Solanas, que proferirá uma aula magna. Haverá também a celebração dos 40 anos do livro “Memórias do Subdesenvolvimento”, além de uma retrospectiva dedicada a Tomás Gutiérrez Alea.

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Jim Santoro
Jim Carry e Rodrigo Santoro juntos? Sim, na comédia (claro) “I Love You Phillip Morris” que também traz Ewan McGregor. A carreira internacional de Santoro parece mesmo que já decolou, ainda mais depois da boa repercurssão em Cannes em “A Festa da Menina Morta”, filme de Matheus Nachtergaele que teve premiere por lá. “Phillip Morris” deve estrear por aqui em 2009.

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Oscar – regras
Sobre a seleção dos fimes estrangeiros para competir ao Oscar, a partir de agora, qualquer membro votante da Academia que assista a um número mínimo de títulos inscritos na categoria, pode apontar seus favoritos numa primeira fase e definir seis deles. Depois, outros três filmes serão escolhidos pelos 20 membros do comitê executivo do prêmio do filme estrangeiro, para daí formar, numa segunda fase, os cinco finalistas.

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