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Críticas

Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombras

Técnica e narrativa tradicional na continuação deve agradar àqueles que odiaram o primeiro filme

Por Luiz Joaquim | 14.05.2018 (segunda-feira)

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– publicado originalmente em 9 de fevereiro de 2001 no site Tô na boa

Ano passado, metade da população do planeta que foi ao cinema ficou aflita – e a outra metade irritada – enquanto acompanhavam nas salas os últimos instantes de três jovens, estudantes da sétima arte, que captavam imagens sobre o fictício mistério da bruxa de Blair, no floresta de Burkittsiville, em Maryland. Eles usavam uma cancorder Hi8 e uma câmera de 16mm para registrar tudo, inclusive a própria morte, ou, se preferirem, a confirmação de seu desaparecimento. A partir desta sexta (9.fev.2001), o Brasil vai conhecer a segunda cria de Eduardo Sanchez e Daniel Myrick (idealizadores de A Bruxa de Blair), em Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombras (Book of The Shadows, EUA, 2000), dirigido por Joe Berlinger.

Algo muito curioso pode acontecer com esse longa-continuação: a metade das pessoas que veneram o estilo Blair de filmar pode vir a odiar o segundo filme. A população que odeia com todas as forças tudo que diga respeito ao projeto Blair pode vir a amar sua seqüência. Explica-se: a nova produção não tem câmera tremida, foi filmado com bela fotografia em 35mm e é apresentado na tradicional e linear forma de contar uma história.

O mote aqui é o seguinte: que você faria se encontrasse indícios de que cinco horas de sua vida passaram sem que você as tenha vivido?

Tudo acontece da seguinte forma: cinco jovens voltam ao bosque de Maryland  para descobrir detalhes sobre o desaparecimento do grupo anterior. Depois de esbarrar em vários mistérios, chegam a antiga casa de Rustin Parr – o eremita acusado de matar crianças. Uma vez lá, se deparam com uma revelação que talvez não quisessem descobrir.

Leia sobre a sequência feita para A Bruxa de Blair em 2016 clicando aqui.

FRIO – O contraponto nas estréias no cinema é Limite Vertical (Vertical Limit, EUA, 2000), de Martim Campbell. O filme nos leva para a segunda maior montanha do mundo, a K2, com 8.600 metros de altura (na realidade as filmagens foram realizadas na Nova Zelândia, no monte Cook, de 3.600 metros).  Numa altitude que faz mal para o nariz, encontramos Peter (ChrisO’Donnel, de Perfume de Mulher). Ele é um ex-alpinista traumatizado por ter precisado, no passado, cortar a corda que segurava seu pai para salvar a si e a sua irmã Annie (Robin Tunney). Passados alguns anos, Annie e sua equipe se vêem em apuras mais uma vez na K2, e Peter é o único que pode resgata-los. Atenção para os 20 primeiros minutos de marcante ação.

Para continuar em casa no mesmo clima, vale pegar na locadora (em VHS ou DVD), o bom Risco Total (Cliffhanger, EUA/ França, 1993), de Renny Harlin. Esqueçam o preconceito contra Silvester Stallone, que protagoniza o filme, pois aqui a montagem é segura, a fotografia é bonita, as tomadas aéreas são lindas, a ação garantida e o suspense segura você na poltrona. Sly é um alpinista aposentado que volta a ativa para uma equipe de salvamento, mas ele é seqüestrado por criminosos interessados em reaver uma maleta perdida com US$ 100 milhões.

ALLEN & SELLERS – Imperdível mesmo é a série que o Telecine Happy (Net/Sky) reservou para Peter Sellers. Em um desses filmes, de quebra, temos a oportunidade de conhecer as primeiras incursões no cinema de outro mestre do bom-humor, mais conhecido como Woody Allen. Amanhã (10.fev.2001), às 20h45, O Que é Que Há, Gatinha? (What’s New, Pussycat?, EUA, 1965), de Clive Donner, nos apresenta Sellers como um editor de moda que não consegue manter nenhum relacionamento, e aí procura um psiquiatra para ajudá-lo. Neste longa, Allen fez seu debut nas telas. Quando estava para filmar a primeira tomada com Seller, ele disse: “Acho que estou apavorado”. Era 1º de dezembro de 1964, dia de seu 29º aniversário.

Para o domingo (8.fev.2001), no mesmo horário, é exibido o espirituoso Um Convidado Bem Trapalhão (The Party, EUA, 1968). Seller é um ingênuo indiano louco para ser uma estrela de Hollywood (por si só, isso já é uma maravilha). Logo na abertura, ele destrói, involuntariamente, um set de filmagem e acaba indo parar, por engano, numa festa organizada pelo seu produtor. Lá, acontecem os melhores ‘imprevistos’ que já criaram para acontecer a uma pessoa que está num lugar errado. Histórico. Já na segunda-feira, também às 20h45, a comédia Cassino Royale.(Idem, Inglaterra, 1967), reúne Orson Welles, Ursula Andress, David Niven (além de Sellers) para mostrar um James Bond aposentado que volta à ativa para uma última missão. Não percam.

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