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Críticas

Sob o Domínio do Mal

A eterna paranoia em dominar o mundo

Por Luiz Joaquim | 10.08.2018 (sexta-feira)

-publicado originalmente em 29 de outubro de 2004 no jornal Folha de Pernambuco

Refilmagem de clássicos resultam, com poucas variações, em produções  com resultado duvidoso. A versão 2004 de Sob o Domínio o Mal (The Manchurian Candidate, EUA) estréia hoje sob a  batuta de Jonathan Demme. O filme traz Denzel Washington, no papel que foi de Frank Sinatra em 1962,  como um  militar, agora um veterano da Guerra do Golfo, que é afetado por constantes pesadelos e começa a acreditar numa conspiração mundial contra a América.

Assim como a primeira versão, o filme  tenta apresentar-se como um autêntico thriller mas é apenas composto por uma trama puramente novelesca. Entretanto, em tempos de obras cinematográficas como Fahrenheit 9/11, que chama a atenção do mundo para as articulações econômicas do líder maior dos EUA , Sob o Domínio do Mal mostra-se rico em conotações metafóricas.

O que Marco (personagem de Washington) tanto deseja provar é que seu grupo sofreu lavagem cerebral enquanto  ficou três dias perdidos na operação desert stone, há 13 anos. Nos dias de hoje, Raymond Shaw (Liev Schreiber), antigo sargento do grupo, concorre a vice-presidência do  país . O filme resume-se na corrida de Marco em provar que chips implantados na cabeça de Shaw transformando-o num débil obediente a comandos por telefone farão da América um país dominado pelo oriente médio. Apesar de pouco convincente em boa parte de sua extensão, é divertido observar como a realidade contemporâneo transformou uma história (a de 1962) que mostrava a luta entre capitalismo e comunismo pela bem da humanidade, em uma briga entre uma megacorporações monetária contra  os “homens bons da América” pelo poder do mundo.

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