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Críticas

Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer

Tal pai, tal filho

Por Luiz Joaquim | 22.04.2013 (segunda-feira)

À princípio, Hollywood parece estar resgatando o gosto pelos filmes de “ação pura” tão habituais e responsáveis por sucessos estrodonsos nos anos 1980. Entenda-se de “ação pura” aquela obra cujo diálogo é mínimo – apenas o suficiente para situar o espectador num fio dramático narrativo, e num tom cômico -, para depois oferecer longos minutos de sequência espetaculosas em situações de perigo pirotécnico. “Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer” (A Good Day to Die Hard, EUA, 2013), de John Moore, que estreia hoje, engorda esse caldo.

Já na primeira meia hora, o diretor Moore registra com maestria uma perseguição de carro (em Moscou!) como não se via num policial norte-americano há décadas. A sequência deve durar cerca de infidáveis dez minutos pelo qual a tensão só aumenta e faz o espectador se perguntar, “mas como eles conseguem fazer isto?”. É o tipo de pergunta associada às boas produções de ação norte-americana.

Moscou e seus russos, à propósito, voltaram a servir como ilustração para os vilões hollywoodianos. No caso deste “Duro de Matar 5” nada mais adequado de tê-los ilustrando os malvados, considerando que o polícial John McClane (Bruce Willis) nasceu nos anos 1980, com a Guerra Fria ainda forte na memória.

Aqui, o polícial novaiorquino que gosta de improvisar quando encara bandidos descobre onde está o filho Jack (Jai Courtney) com quem não fala há anos. Jack está numa prisão russa por ter se envolvido num crime e espera ser julgado junto a um outro réu emblemático do país.

Ele é Komarov (Sebastian Kock), que após cinco anos de prisão, será julgado pela responsabilidade do acidente nuclear de Chernobyl em 1986. McClane resolve viajar 13 mil quilômetros para reatar e resgatar Jack, e chega na Russia exatamente no momento em que os dois réus fogem juntos – e passam o filme inteiro fugindo.

Como um aplicado roteiro policial, “Duro de Matar 5” oferece no mínimo duas reviravoltas importantes no caminhar da trama, e desconstrói a imagem do malvado e do bonzinho dentro do contexto que nos habitou a acreditar. A estratégia – cuidadosamente desenhada no roteiro de Skip Woods – força o espectador a trocar o pneu enquanto o carro está em movimento; ou seja, se você é contra um vilão e a favor de um mocinho aqui, terá de rever suas razões até chegar ao fim do filme. Divertido.

histórico

“Duro de Matar”
1988, de John MacTiernan.
McClaine tenta salvar a esposa de um terrorista alemão durante o natal num hotel em Los Angeles.

“Duro de Matar 2”
1990, de Renny Harlen.
Em Los Angeles, o policial é lembrado pela fançanha do filme anterior e tenta evitar um desastre no aeroporto de Washington.

“Duro de Matar: A Vingança”
1995, de John MacTiernan.
McClane ganha a ajuda involutária do dono de uma loja do Harlem para abater o irmão de um antigo inimigo do policial. O vilão aterroriza Nova Iorque colocando bombas em lugares improváveis da cidade.

“Duro de Matar 4.0”
2007, de Len Wiseman
Os EUA sofrem um novo tipo de ataque terrorista, agora pelas mãos de um hacker que controla as comunicações, transporte e energia do país. McClaine corre atrás do bandido virtual com a ajuda de um jovem nerd.

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