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Festivais

Títulos selecionados para a Mostra Aurora

22° Mostra de Cinema de Tiradentes divulga os filmes que concorrem ao Troféu Barroco 2019.

Por Delles Sassi | 12.12.2018 (quarta-feira)

– Com informações da assessoria da 22° Mostra de Cinema de Tiradentes.

A Mostra Aurora que integra a programação da 22° Mostra de Cinema de Tiradentes, a ser realizada de 18 a 26 de janeiro do próximo ano, anunciou hoje os sete longas-metragens inéditos que serão exibidos em pré-estreia nacional concorrendo ao Troféu Barroco.

Os sete títulos vindos de seis estados brasileiros (dois deles de São Paulo), foram selecionados dentre os 72 inscritos. Para essa edição, as produções foram avaliadas pela dupla Lila Foster e Victor Guimarães, com coordenação de Cleber Eduardo. Tendo a variedade de proposições estéticas como marca desta leva de produções contemporâneas nacionais.

Os sete filmes selecionados foram: A rosa azul de Novalis (SP), de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro; A rainha Nzinga (MG), de Junia Torres e Isabel Casimira Gasparino; Tremor Iê (CE), de Elena Meirelles e Lívia de Paiva; Seus ossos e seus olhos (SP), de Caetano Gotardo; Vermelha (GO), de Getúlio Ribeiro; Desvio (PB), de Arthur Lins; e Um filme de verão (RJ), de Jô Serfaty.

A Aurora 2019 traz filmes que forjam encontros, intensificam experiências e tensionam o lugar dos corpos e da imagem no mundo. A afirmação de identidades, culturas e histórias permeia a seleção, ao mesmo tempo em que cada trabalho inventa uma língua própria para expressar com liberdade os múltiplos conflitos que os atravessam. O curador, Victor Guimarães, percebe fortes relações dos filmes da Aurora com a temática da 22° Mostra de Tiradentes, “Corpos Adiante”, a partir de abordagens frontais com a presença de corpos dissidentes em cena. “São presenças que extrapolam a afirmação de suas próprias existências, que não se contentam em apenas estar, e sim inventam narrativas para si, criam novos territórios expressivos e trabalham conscientemente a correspondência entre corpos cinematográficos e corpos reais”, comenta Victor.

Detalhes interessantes na curadoria são os títulos que, no segundo ano consecutivo, são assinados por diretores da Paraíba e de Goiás, afirmando a vitalidade renovada das cenas estaduais, sempre com talentos maduros e novas inquietações. Bem como os dois representantes de São Paulo que apontam uma mudança geracional e estética no cinema paulista prefigurada em Tiradentes e na Aurora nos últimos quatro anos. E a presença de mulheres na direção de três dos longas-metragens da Mostra Aurora: os filmes Um filme de verão, de Jô Serfaty, A rainha Nzinga Chegou, de Júnia Torres e Isabel Casimira Gasparino, e Tremor Iê, de Elena Meirelles e Lívia de Paiva.

O Júri da Crítica será responsável por selecionar o Melhor Filme da Mostra Aurora, cujo levará o Troféu Barroco (oficial do evento). O Júri da Crítica participará, também, de premiações em produtos e serviços cinematográficos, além de escolher o melhor curta-metragem da Mostra Foco e o destaque feminino (das Mostras Foco e Aurora) para receber o Prêmio Helena Ignez.

Para essa edição, o Júri composto pelos três brasileiros: Kênia Freitas (doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ), Juliano Gomes (crítico, professor e escritor, redator na revista Cinética), e Izabel de Fátima Cruz Melo (doutora em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA/USP); será integrado, pela primeira vez, com nomes internacionais, na presença de Roger Koza (vindo da Argentina, é crítico, programador e curador, com experiência nos festivais de Locarno, Veneza, Hamburgo e Mar de Plata, entre outros) e Claire Allouche (da França, pesquisadora de cinema com formação na Universidade de Paris e colaboradora em publicações como Trafic e CinétrENS).

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