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Festivais

2ª Semana do Audiovisual Negro (2021) – abertura

A SAN é o primeiro festival de cinema, de caráter competitivo, criado em Pernambuco com o recorte racial

Por Luiz Joaquim | 08.03.2021 (segunda-feira)

– com informações da assessoria do festival. Na foto acima, imagens de As canções de amor de uma bixa velha, de André Sandino Costa.

A recente programação audiovisual negra e indígena ganha destaque na 2ª edição da Semana do Audiovisual Negro (SAN), realizada de hoje (8) a 14 de março, em ambiente online, com acesso gratuito. A programação é formada por mostra competitiva de curtas-metragens, exposição de videoarte, oficinas e mesas de debate. Foram selecionados 25 filmes de todo o Brasil, entre 232 obras inscritas. São filmes de ficção, documentais, experimentais e  animações. Os curtas-metragens e vídeoartes estão disponíveis para o público assistir através da plataforma TodesPlay (clique aqui): Os interessados podem acompanhar mais informações sobre a mostra através das redes sociais @audiovisual.negro.

A Semana do Audiovisual Negro (SAN) é o primeiro festival de cinema, de caráter competitivo, criado em Pernambuco com o recorte racial. O evento busca contribuir para a difusão audiovisual, através do reconhecimento e valorização dos profissionais negros e negras. Nesta edição, a curadoria propõe uma aproximação entre o cinema negro e o cinema indígena, possibilita ao público o acesso a filmes dirigidos por pessoas negras e indígenas.

A 2ª Semana do Audiovisual Negro é realizada pelo Cineclube Alma no Olho em parceria com a Maat Produções e Tarrafa Produtora, e o incentivo da Lei Aldir Blanc, Governo Federal, através de edital lançado pelo Governo de Pernambuco, Secretaria de Cultura e Fundarpe. O evento conta ainda com apoio do Coletivo de Negritude de Pernambuco, Cineclube Bamako, Cineclube Fazendo Milagres, Coletivo Ficcionalizar e Cinema UFPE.

DIVERSIDADE – Os curtas-metragens que fazem parte da programação foram produzidos por realizadores de várias partes do Brasil: Aparecida de Goiás (GO), Arraias (TO), Atibaia (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Duque de Caxias (RJ), Florianópolis (SC), Nossa Senhora do Livramento (MT), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Vitória (ES), além de filmes de realizadores pernambucanos de Águas Belas, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes e Salgueiro. Ao final da mostra, o júri concederá prêmios a três curtas-metragens no valor de R$ 1 mil (cada).

A programação reúne os curtas-metragens

– “Egum”, de Yuri Costa (RJ);

– “Joãosinho da Goméa – O Rei do Candomblé”, de Janaina Oliveira Refem e Rodrigo Dutra (RJ);

– “Sobre Olga”, de Thayná Almeida (PE);

– “Rã”, Ana Flavia Cavalcanti e Júlia Zakia (SP);

– “Búfala”, de Tothi dos Santos (GO);

– “As Canções de Amor de uma Bixa Velha”, de André Sandino Costa (RJ);

– “Lá do Alto”, de Luciano Vidigal (RJ);

– “Mihe’aka Voxené: Simoné Veyopé Ûti! (Abre Caminho: nossas câmeras chegaram!)”, de Raylson Chaves (MS);

– “Rosário”, de Juliana Soares e Igor Travassos (PE);

– “5 Fitas”,  de Heraldo de Deus e Vilma Martins (BA);

-“O som dos pés”, de Tayho Fulni-ô (PE);

– “A Sússia”, de Lucrécia Dias (TO);

– “Quilombo Mata Cavalo”, de Jurandir Amaral  (MT);

– “Madeira de Lei”, de Kalor (PE);

– “Práticas do Absurdo”, de Alexander S. Buck (ES);
– “Afetadas”, de Jean (PE);

– “Cão Maior”, de Filipe Alves (DF);

– “Yapoatan”, de Gleyci Nascimento (PE);

– “Ditadura Roxa”, de Matheus Moura (MG);

– “Cinema Contemporâneo”, de Felipe André Silva (PE);

– “A live delas”, de Yane Mendes (PE);

– “Anastácia Alimentada”, de Aryelle Christiane  e Bruna Andrade Jocicleide (RJ);

– “A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro” (SC);

– “PE-460: Uma Luta Ancestral”, de Valdeci de Oliveira (PE);

– “A Dona da Melodia”, de Katia Santos e Tuanny Medeiros (RJ)

VIDEOARTE – A programação da Semana também promove a exibição de obras de videoarte, com curadoria de Letícia Barros. São oito vídeos: “Resiliência Amazônica”, de Akhacio Amawaka (PA), “Feitura”, de Laryssa Machado e Vitor Mota (BA), “marvin.gif PART II”, de Mavin Pereira (BA),  “Exercício de Arquivo #2”, de João Nascimento (PE), “Uma Noite Sem Lua”,  de Castiel Vitorino Brasileiro (ES), “Ali entre nós um invisível obliterante”, de Iagor Peres (RJ / PE); Ambientes Frios: Submersão”, de Carlos Aquino; “Estudos Para Contenção de Pragas e Infiltrações”,  de Thiago Barbosa (PE).

DEBATES –  A programação conta ainda com mesas de debates e cerimônia de premiação que serão transmitidas através da internet. Os links serão divulgados a cada dia através das redes sociais do festival @audiovisual.negro. Hoje (8), às 19h, o tema “Cinema: Uma Questão de Gênero, Raça e Classe”, é debatido pela educadora Mikaele Xucuru (PE), pela pesquisadora e escritora Kátia Santos (RJ) e pela artista audiovisual e articuladora política Libra (PE), com mediação da cineasta e produtora Graci Guarani (PE), da nação indígena Guarani Kaiowá.

Na quinta (11), às 19h, a educadora e realizadora audiovisual quilombola Kêka Oliveira (PE), do coletivo Crioulas Vídeo; a fotógrafa e produtora audiovisual Fran Silva (PE), o representante  do Coletivo Fulni-ô (PE) Expedito Lino e a professora e pesquisadora Tatiana Carvalho (BH) debatem o tema “Cinema é território”, com mediação da pesquisadora e realizadora Íris Regina (PE).

No domingo (14), às 19h, o encontro online discute o tema “O nosso cinema ancestral”, com a participação da diretora e roteirista Joyce Prado (SP), do produtor e cineasta Alexandre Pankararu (PE), da Iyalorixá, mestra coquista e comunicadora Beth de Oxum (PE) e a mediação de Naya Lopes (PE), educadora popular e realizadora audiovisual .

OFICINAS – A segunda edição da Semana do Audiovisual Negro ainda está comprometida com a atividades de formação, e realizará três oficinas: Videoarte Ação, com Lia Letícia; Cinema de Animação Negra, com Kalor Pacheco; e Cinema Lésbico, com Mariana Souza. As inscrições já foram encerradas e os participantes selecionados.

Programação

08/03 (hoje)

[live youtube] 19 às 21h – Mesa Cinema: Uma questão de gênero, raça e classe

Mediação: Graci Guarani (PE – Nação Guarani Kaiowá)

Participantes: Mikaele Xucuru (PE – Xucuru de Ororubá) | Kátia Santos (RJ – Laboratório Estudos Negros do PACC/UFRJ) | Libra (PE – Coletividade SCAPA)

09/03 (amanhã – terça-feira)

Sessão A na plataforma TodesPlay: https://todesplay.com.br/

Curtas: Egum | Sobre Olga | Madeira de Lei | A Live Delas | Búfala

– Oficina Narrativas Outras,com Kalor Pacheco

10/03 (quarta-feira)

Sessão B na plataforma TodesPlay: https://todesplay.com.br/

Curtas: Anastasia Alimentada | A Morte Branca do Feiticeiro Negro | Lá do Alto / Joãosinho da Golméia: O Rei do Candomblé | O Som dos Pés

09h às 12h – Oficina – Videoarte em ação, com Lia Letícia

15h às 18h – Oficina – Cinema Lésbico, com Mariana Souza

11/03 (quinta-feira)

Sessão C na plataforma TodesPlay: https://todesplay.com.br/

Curtas: Práticas do Absurdo | Ditadura Roxa | Rã | 5 Fitas | Cão Maior

9h às 12h – Oficina Videoarte em ação, com Lia Letícia

[live youtube] 19h às 21h – Mesa Cinema é Território

Mediação: Íris Regina (PE – Semana do Audiovisual Negro)

Participantes: Kêka Oliveira (PE – Crioulas Vídeos) | Fran Silva (PE – Coletivo Ficcionalizar) | Expedito Lino – Coletivo Fulni-ô (PE) | Tatiana Carvalho (BH – PRETANÇA – UFMG)

12/03 (sexta-feira)

Sessão D na plataforma TodesPlay: https://todesplay.com.br/

Curtas: Cinema Contemporâneo | Mihe’aka Voxené: Simoné Veyopé Ûti | Canções de amor de uma bicha velha | Yapoatan

09h às 12h – Oficina Narrativas outras, com Kalor Pacheco

15h às 18h – Oficina cinema lésbico, com Mariana Souza

13/03 (sábado)

Sessão E na plataforma TodesPlay: https://todesplay.com.br/

Curtas: Rosário | PE 460: Uma Luta Ancestral | Afetadas | Quilombo Mata Cavalo | A Sússia

14/04 (domingo)

[live youtube] (17h00) – Cerimônia premiação

[live youtube] 19h às 21h – Mesa – O nosso cinema ancestral

Mediação: Naya Lopes (PE – Semana do Ausiovisual Negro)

Participantes: Joyce Prado (SP – Apan / Oxalá Produções) | Alexandre Pankararu (PE – Nação Pankararu / APOINME) | Beth de Oxum (PE – Iyalorixá do Ilê Axé Oxum Karê)

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