
21º CineOP (2026) – TV Viva e Lírio Ferreira
Um entrevista com Elizabeth Teixeira e a revisão de um álbum seminal.
Por Luiz Joaquim | 28.06.2026 (domingo)
– na foto de Luiz Joaquim, equipes dos curtas-metragens do programa ‘Preservação’ e profissionais do CTAv apresentam a sessão.
OURO PRETO (MG) – No finalzinho da tarde de ontem (27) o documentário TV Viva entrevista Elizabeth Teixeira (1984-1985) exibiu aqui na 21ª CineOP: Mostra de Cinema de Ouro Preto dentro do programa ‘Preservação’ do evento.
O curta-metragem apresenta em 12 minutos uma conversa no Recife com a viúva do líder camponês João Pedro Teixeira, cujo assassinato foi detalhadamente tratado no clássico Cabra marcado para morrer (1984), de Eduardo Coutinho.
A sinopse do filme adianta que “com a saída da clandestinidade e o retorno à vida pública, após as filmagens de Cabra marcado… , Elizabeth Teixeira vai à Recife para receber uma homenagem na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, organizada pela então deputada Leila Abreu”.
E segue: “A ocasião se torna também o momento para reencontrar um de seus filhos, que estava morando na cidade de Nazaré da Mata, Zona da Mata Norte do Estado. A equipe da TV Viva vai ao encontro da líder camponesa e conduz uma histórica entrevista”.

Sophia, Cario e Eduardo apresentam o curta da TV VIVA
Na apresentação da sessão, Eduardo Homem, criador da TV Viva, bem explicou que a versão projetada não era exatamente uma versão restaurada, mas sim digitalizada do arquivo original, em vídeo.
O ressurgimento público do material faz parte de um projeto conjunto com o Acervo do Vídeo Popular de Pernambuco (clique aqui), que pesquisa, digitaliza e divulga “imagens gravadas em vídeo (U-Matic, Betacam, VHS) por movimentos sociais e organizações populares atuantes em Pernambuco entre os anos 1980 e 1990”. Caio Zatti e Sophia Branco, representando o projeto, também estavam presentes na apresentação em Ouro Preto.
LIRIO & ALCEU – Um pouco depois, ao ar livre, à noite na Praça Tiradentes, dentro do programa longas-metragens contemporâneos, a plateia conferiu Vivo 76, doc. de Lírio Ferreira pelo qual o cineasta se debruça sobre o terceiro disco de Alceu Valença: Vivo!, lançado em 1976.
A sinopse conta que o filme investiga “as influências, o nascimento e o a interpretação das canções que formam o álbum… Um retrato do nascimento da cena psicodélica pernambucana em suas artes visuais, personagens fantásticos e seus primeiros voos para o Rio de Janeiro e para o sucesso”. Vivo 76 ainda não tem data de lançamento comercial.















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