
59º Brasília (2026) – Selecionados
Pernambuco participa com três produções.
Por Yuri Lins | 18.08.2026 (terça-feira)
— Com informações da assessoria do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Na imagem em destaque, o filme “Os Vivos Caminham a Terra”, de Pedro Maia de Brito
O 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro divulgou a seleção de sua próxima edição, marcada para os dias 11 a 19 de setembro, no Cine Brasília. A produção pernambucana aparece em três frentes da programação: um curta na Mostra Competitiva Nacional, um longa na Mostra Caleidoscópio e a exibição inédita de três episódios de uma série no Ambiente de Mercado. O festival recebeu quase 2 mil inscrições entre curtas e longas e exibirá mais de 70 produções, distribuídas em oito mostras e em sessões especiais fora de competição.
Um curta de Carpina na Competitiva Nacional – Entre os 12 curtas selecionados para a Mostra Competitiva Nacional está Banho de Choque, de Cíntia Lima, único título pernambucano da disputa. O filme tem 20 minutos e marca a estreia da realizadora na ficção. Natural de Carpina, na Zona da Mata Norte, Cíntia Lima trabalha com audiovisual desde 2012 e dirigiu os documentários Eu Sou Raiz (2021) e Rei da Ciranda Pesada (2023), ambos voltados às expressões da cultura popular. Ela também atua como diretora de arte e curadora, e integra a Olar Filmes e o Observatório Latino-americano de Realizadoras.
A trama acompanha Lélia, personagem de Gheuza, que aos 50 anos retorna ao interior para reorganizar a vida ao lado da família e de antigas amigas. Depois de um mergulho na barragem de Carpina, visões começam a borrar as fronteiras entre passado e futuro. O elenco reúne ainda Lalá Vieira, Jailson Silva, MC Negrita e Helena Tenderini, com participação de Vera Baroni, militante do movimento feminista negro.

Cena de “Banho de Choque”, de Cíntia Lima. Foto de: IVICH.
Rodado em 2025 nos municípios de Carpina, Paudalho, Lagoa do Carro, Tracunhaém e Feira Nova, o curta trabalha registros de suspense a partir das paisagens e das mitologias da Zona da Mata.
Primeiro longa de ficção de Pedro Maia de Brito estreia na Caleidoscópio – Os Vivos Caminham a Terra tem estreia mundial na Mostra Caleidoscópio, que reúne cinco longas cujos trabalhos estéticos e narrativos desafiam convenções de gêneros … É o primeiro longa-metragem de ficção de Pedro Maia de Brito, realizador, roteirista, montador e produtor nascido no Recife.
No filme, um homem sem nome, vivido por Nivaldo Nascimento (o Virulento de Cangaço Novo), chega a um castelo com uma chaga milagrosa aberta nas mãos. O ferimento faz dele objeto de devoção, um culto se organiza ao seu redor e o empurra para um mundo cujas forças escapam ao seu entendimento. Daí em diante, a progressão dramática cede lugar a uma travessia: o personagem percorre um território fantástico regido pelo mito e pelo sonho, entre passagens psicodélicas e uma atmosfera vizinha do terror, em que corpo, matéria e paisagem seguem em mutação. Rodado em preto e branco e sustentado por efeitos especiais, o longa dispensa os diálogos e transfere o peso da narração para a imagem, o gesto e o som. “Tudo o que existia era eternidade. Então, a vontade inconformada das coisas originou metamorfose”, diz a premissa que abre o filme.
O filme conta uma travessia. O personagem cruza um mundo que o oprime até se metamorfosear em outra forma de vida, cumprindo em si a mutação que a frase de abertura anuncia, quando diz que tudo o que existia era eternidade até a vontade inconformada das coisas originar a metamorfose.
As filmagens percorreram o Vale do Catimbau, em Pernambuco, o Castelo de Zé dos Montes, no Rio Grande do Norte, e a Pedra da Boca, na Paraíba. Fernando Teixeira faz participação especial, e o elenco inclui Maicon dos Santos, Guga Catimbau e atores não profissionais das comunidades onde o filme foi rodado. A trilha sonora original é da compositora húngara Petra Szászi.

Cena de “Os Vivos Caminham a Terra”, de Pedro Maia de Brito
A seleção representa o terceiro encontro do diretor com o festival. Em 2018, ele recebeu o Candango de Melhor Curta-Metragem por Conte Isso Àqueles Que Dizem Que Fomos Derrotados; em 2020, levou o Prêmio Abraccine de Melhor Longa-Metragem da Crítica pelo documentário Entre Nós Talvez Estejam Multidões.
Os filmes da Caleidoscópio concorrem ao Prêmio do Júri Fipresci, da Federação Internacional de Críticos de Cinema, e ao Prêmio Jean-Claude Bernardet, entregue por um júri jovem formado por estudantes de audiovisual da Universidade de Brasília. Os debates da mostra acontecem no Auditório do Cine Brasília, logo após cada sessão.
Delegado abre espaço para séries na sala principal – O Ambiente de Mercado do festival exibirá três episódios de Delegado, série pernambucana dirigida por Marcelo Lordello e Leonardo Lacca, com produção de Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux pela Cinemascópio. A sessão está marcada para sábado, 12 de setembro, às 18h, no Cine Brasília, e é a primeira vez que o festival exibe episódios de uma série na sala principal. Johnny Massaro vive o papel-título, ao lado de um elenco que inclui Alice Carvalho, Rubens Santos, Hermila Guedes, Virgínia Cavendish, Igor de Araújo, Narcival Rubens, Georgette Fadel, Nataly Rocha e Tânia Maria. A série será exibida pelo Canal Brasil.
A série acompanha Felipe (Johnny Massaro), um jovem de classe média do bairro de Boa Viagem, entra para a Polícia Civil movido por um ideal de justiça. Ao assumir o comando de uma delegacia num bairro periférico do Recife, encontra uma instituição marcada pela precariedade, pela corrupção e pela resistência a mudanças, e passa a agir por vias pouco convencionais para sustentar o que acredita.
Os dois diretores têm histórico no festival: Lacca venceu o prêmio de melhor direção na competitiva de curtas em 2007, com Décimo Segundo, e Lordello recebeu o de melhor longa de ficção com Eles Voltam, em 2012. A Cinemascópio também assina O Agente Secreto, filme de abertura da edição anterior.
Depois da sessão, Kleber Mendonça Filho lança o livro O Agente Secreto – Um Roteiro, na área de convivência. No domingo (13), às 14h, equipe e elenco de Delegado participam de coletiva de imprensa e, às 16h, Emilie Lesclaux ministra uma masterclass sobre produção de cinema e construção de trajetórias, com mediação da jornalista Simone Zuccolotto.

Cena da série “Delegado”, de Marcelo Lordello e Leonardo Lacca.
As mostras competitivas – A Mostra Competitiva Nacional reúne sete longas e 12 curtas. Os longas foram escolhidos por Janaína Oliveira, Rafaella Rezende, Luís Fernando Moura e Leonardo Bomfim, com participação do diretor artístico do festival, o crítico, cineasta e programador Eduardo Valente. A comissão de curtas foi formada por André Dib, Lorenna Montenegro, Sergio Silva, Karen Black, Bruno Victor e Waleska Antunes. A seleção de longas inclui Ana, En Passant, de Fernanda Salgado (MG), Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco (GO), Tudo é Tempo, de Marcos Guttman (RJ), Todo o Sentimento, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA), Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner (SP), Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira (MG), e Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira (DF).
Além do cachê de seleção e do Prêmio Canal Brasil de Curtas, a mostra distribui o prêmio do Canal Like, que concede R$ 50 mil em anúncios ao longa eleito pelo júri oficial.
A Mostra Brasília, dedicada a produções do Distrito Federal, exibe quatro longas e 11 curtas, que concorrem ao 29º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal e a R$ 298 mil em prêmios. A comissão de seleção foi composta por Ana Arruda, Bethania Maia, Daniela Diniz, Marcelo Barbosa e Paulo Duro Moraes. As sessões acontecem às 18h no Cine Brasília, com repetições às 19h45 no Complexo Cultural de Planaltina e no campus de Taguatinga da Universidade Católica, entre 14 e 18 de setembro, com entrada franca e aferição de júri popular em todas as sessões.

“Ana, En Passant,” de Fernanda Salgado, que compete ao principal prêmio do festival.
Abertura, encerramento e homenagens – A abertura, em 11 de setembro, exibe o curta Brasília – Planejamento Urbano (1965), de Fernando Coni Campos, e o longa inédito A Pele Morta, de Denise Moraes e Bruno Torres. O projeto seria dirigido por Geraldo Moraes, nome da história do cinema brasiliense e pai dos dois realizadores, que assumiram o filme após sua morte. A produção é de Solange Moraes, companheira do cineasta. O encerramento fica com Verão da Lata, de Santiago Dellape, comédia de ação com Samantha Schmütz e Babu Santana, em 19 de setembro, às 21h, depois da cerimônia de premiação, marcada para as 17h e conduzida por Bárbara Colen e Simone Zucolotto.
A atriz Julia Lemmertz recebe o Troféu Candango de Conjunto da Obra na abertura. Durante a programação, o festival reexibe A Cor do Seu Destino (1986), de Jorge Durán, recém-restaurado, que completa 40 anos e pelo qual ela ganhou o Candango de Melhor Atriz Coadjuvante.
A cineasta Tata Amaral recebe o Prêmio Leila Diniz, concedido a mulheres que abriram caminhos no cinema nacional, na sessão das 15h de sábado (12). O festival exibe seu primeiro longa, Um Céu de Estrelas (1996), que lhe rendeu o Candango de melhor direção — prêmio que ela já havia recebido em 1991 pelo curta Viver a Vida, e ao qual somou o de melhor longa em 2011, por Hoje. Na mesma sessão, entra em cartaz, fora de competição, Pitico – Hermes Ayres Azevedo (1881-1959) – Historiador da Província, de Júlio Bressane, que estreia em telas brasileiras no ano em que o cineasta completa 80 anos.

“Privadas de Suas Vidas”, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner Competitiva principal,
A Medalha Paulo Emílio Sales Gomes, criada há dez anos, vai para a museóloga e conservadora audiovisual Fernanda Coelho, com 36 anos de trajetória na Cinemateca Brasileira e atuação na formação de profissionais de preservação. A entrega acontece na sessão das 18h de domingo (13), dentro da mostra História(s) do Cinema Brasileiro, que exibe na ocasião trechos de materiais do Arquivo Público do DF, em processo de restauro.
Mostras paralelas – O Festivalzinho exibe sete filmes infantojuvenis nas manhãs de 13 a 17 de setembro, no Cine Brasília, no Complexo Cultural de Planaltina e na Universidade Católica em Taguatinga.
O Festival dos Festivais reúne filmes que estrearam em outros eventos e chegam agora ao público do DF: Proust Palimpsesto: Pastiches e Misturas, de Carlos Adriano; Flora & Airto: O Som Revolucionário, de Jom Tob de Azulay; Afrolatinas: Mulheres Negras em Movimentos, de Viviane Ferreira; Para os Guardados, de Desali e Rafael Rocha; e A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywarete, de Werá Djekupé.
A mostra História(s) do Cinema Brasileiro se divide em dois blocos. O de clássicos exibe três curtas de Vladimir Carvalho: Brasília Segundo Feldman, corealizado com Eugene Feldman, A Paisagem Natural e O Sertão do Rio Peixe. O segundo bloco traz filmes recentes que se voltam a artistas e obras da história do cinema brasileiro: Adeus, Brasília, de Moacir Macedo, que reúne uma entrevista inédita com Vladimir Carvalho e imagens da despedida ao cineasta no Cine Brasília; Fernando Coni Campos: Cada um Vive como Sonha, de Luis Abramo e Pedro Rossi; e Drops de Anis, de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro, que examina a relação entre cinema, crítica e público a partir de dezenas de entrevistas, algumas gravadas durante a edição de 2025 do festival.

“Todo o Sentimento”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio. Competitiva principal.
A Mostra Premiere DF, retomada da edição anterior, apresenta dois títulos brasilienses inéditos: Jornada nas Estrelas, de Angelo Pignaton, e Brasifilia, de Francenilton Klava.
Sessões especiais e debates – Fora de competição, o público verá o documentário Norte Sul Esquerda Direita, de Ricardo Ribeiro, sobre a realidade política do país, e dois filmes brasilienses com estreia mundial no Cine Brasília: Música Secular, de Emanuel Lavor, e Histórias de Terror e Delicadeza, de Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório. A Sessão Vozes e Lutas exibe o curta brasiliense A Última Diária, de Marcelo Pelucio e Felipe Cortes, e o longa Pontos de Partida, obra póstuma de Silvio Tendler, que também dirigiu o Festival de Brasília. A sessão é seguida de debate.
Serão 19 debates nesta edição. O primeiro discute o filme de abertura, às 10h, na área de convivência do Cine Brasília. As conversas da Competitiva Nacional acontecem às 10h do dia seguinte a cada exibição, no auditório do Hotel Ramada, com as equipes dos filmes. Os encontros da Mostra Brasília começam às 21h15, no auditório do Cine Brasília. Os debates das sessões especiais ocorrem no Cine Cultura Liberty Mall, logo após as projeções.
Mercado, conferência e formação – O Ambiente de Mercado promove Rodadas de Negócio em 16 de setembro, das 9h às 12h, e em 17 de setembro, das 14h às 18h, com reuniões de 20 minutos mediante seleção. O Encontros com Players reúne Descoloniza Filmes, Canal Brasil, H2O Filmes, Globo (DF), Conspiração, Camisa Listrada, Boutique Filmes, Embaúba Filmes, Academia de Filmes, Paris Entertainment e Globonews, entre outras empresas. No Pitching Aberto, projetos selecionados passam por oficina com o cineasta Victor Lopes e concorrem aos prêmios Rio2C e Cinema Paradiso.

“Norte Sul Esquerda Direita”, de Ricardo Ribeiro,
Entre as novidades está o Meet the Critic, que reúne até 15 realizadores para apresentar trailers e trechos de projetos à crítica e pesquisadora alemã Maja Korbecka, com análise voltada a linguagem e circulação internacional. O jornalista espanhol Héctor Llanos Martínez, do jornal El País, ministra a oficina Crítica em Movimento, sobre escrita a respeito de cinema documental. Os dois participam ainda do painel O Brasil visto pelos festivais internacionais. O mercado inclui também pitching para jogos eletrônicos e a mostra de realidade virtual Imersão em Persona, do projeto Visita 360 do Senado Federal, com experiências sobre Abdias Nascimento, Darcy Ribeiro e Eunice Michiles.
A 6ª Conferência do Audiovisual acontece em 14 e 15 de setembro, na área anexa ao Cine Brasília, com o tema “Audiovisual brasileiro: uma agenda para o próximo ciclo”. A programação debate mercado interno, desenvolvimento da indústria, inteligência artificial, regulação da economia digital, articulação entre União, estados e municípios e inserção internacional do audiovisual. Estão confirmadas as participações da cineasta Anna Muylaert, do jornalista Bruno Torturra, da produtora Mariza Leão e de Tata Amaral.
As oficinas do festival cobrem figurino, com Nina Maria; pós-produção de som, com Micael Guimarães; atuação para cinema, com Noá Bonoba; crítica de cinema, com Luiz Joaquim; e montagem, com Karen Akerman. As inscrições vão até 21 de agosto.
Nos encontros setoriais, a mesa Festivais e Mostras de Cinema – Conversas sobre Preservação (14/09, às 14h) lança o Guia de Preservação para Cineastas em Contextos Comunitários. A mesa Caminhos para o Audiovisual no DF (16/09, às 14h) trata da implementação do Conselho Consultivo do Audiovisual do Distrito Federal. Em 15 de setembro, às 14h, a Rede Katahirine lança a primeira pesquisa-mapeamento sobre o cinema feito por mulheres indígenas no Brasil, com participação de três realizadoras indígenas, de Mari Corrêa e de Clarisse Alvarenga. Em formato online, ocorrem os encontros Figurinistas em Debate (17/09) e o setorial da BRADA – Diretoras de Arte do Brasil (18/09). Em 19 de setembro, a partir das 14h, debates tratam dos ofícios da curadoria e da crítica.

“A Última Diária”, de Marcelo Pelucio e Felipe Corte
Descentralização, acessibilidade e área de convivência – A programação se estende para além do Plano Piloto, com entrada gratuita. As sessões da Mostra Brasília e do Festivalzinho chegam ao Complexo Cultural de Planaltina e ao campus Taguatinga da Universidade Católica de Brasília. O Complexo Cultural Samambaia recebe a segunda edição do Cine Céu, com exibições ao ar livre. Em Ceilândia, uma parceria com o coletivo Jovem de Expressão oferece oficinas de pós-produção de som e de design de figurino.
Pelo terceiro ano, o festival adota uma política própria de sustentabilidade e acessibilidade, com manejo de resíduos para compensação de carbono 10% acima do total emitido e meta de lixo zero. Parte da programação terá legendagem descritiva para pessoas surdas, e os filmes exibidos no Cine Brasília terão audiodescrição. O evento contará com espaços adaptados, canal de comunicação exclusivo e equipe de atendimento formada por pessoas com deficiência.
A estrutura anexa ao Cine Brasília abriga o auditório de debates, as atividades da conferência e do mercado durante o dia e, à noite, lançamentos de livros, atrações musicais e praça de alimentação. Sempre às 20h, entram em pauta Conversas no Cinema, de José Geraldo Couto (13/09); Cinema e Paisagem como Território de Memória, de Patrícia Cunegundes Guimarães (15/09); Rússia, Ucrânia e o Cinema em Tempos de Guerra, de João Lanari Bo (16/09); Blues Brothers: A Fuga de Joliet Jake, de Felipe Sobreiro (17/09); e Limite, o Poema em Filme, de Ciro Inácio Marcondes (18/09).
PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
Sessão de abertura (11/09)
- Brasília – Planejamento Urbano (1965), de Fernando Coni Campos — curta
- A Pele Morta, de Denise Moraes e Bruno Torres
Mostra Competitiva Nacional — Longas
- Ana, En Passant, de Fernanda Salgado (MG)
- Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco (GO)
- Tudo é Tempo, de Marcos Guttman (RJ)
- Todo o Sentimento, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA)
- Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner (SP)
- Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira (MG)
- Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira (DF)
Mostra Competitiva Nacional — Curtas
- Banho de Choque, de Cíntia Lima (PE)
- Mariposa, de Alexandre Américo e Pedro Vitor (RN)
- Vejo Você de Repente, de Aída da Costa (CE)
- Gastronomia do Olho, de Nicolau (DF)
- Fundura, de Catapreta (MG)
- Cidão, de Alessandra Gama (GO)
- Descarrilho, de Aline Gutierrez (RS)
- Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP)
- Lagoa do Abandono, de Diego Maia (CE)
- Futuro Decadance, de Leviathan (AL)
- Tiró e a Onça, de Wera Poty (SP)
- Poronga, de Rafael Rogante (RO)
Mostra Caleidoscópio
- Os Vivos Caminham a Terra, de Pedro Maia de Brito (PE)
- Mulheres do Bando, de Thamires Vieira (BA)
- Tempo à Faca, de Diogo Oliveira (BA)
- Cacimba, de Rodrigo Campos (MG)
- Os Fantasmas Gentis, de Caetano Gotardo (SP)
Mostra Brasília — Longas
- Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
- Amadeo e o Hipotético Mundo Novo, de Brenda Lígia e Edu Felistoque
- Mapas, de Rafael Lobo
- Nem Todos Sabem, de Edileuza Penha de Souza
Mostra Brasília — Curtas
- Hacker Leonilia, de Gustavo Fontele
- A Arte Perdida da Lombada, de Helena Sarmento e Gabriel Brito
- Vinte Vinte Quatro, de Davi Pieri
- Isso Aqui é Várzea!, de Flávio Costa
- Dora, de Murilo Abreu
- O Jardim Mágico, de Naira Carneiro e Carlon Hardt
- Rima, de Josianne Diniz
- Madre, de Talita Carvalho e Carol Matias
- Impostor, de Rafael Gontijo
- Não Há Crime no Plano Piloto, de Gabriel Machado
- Ar-Dor, de Mike Peixoto
Festival dos Festivais
- Proust Palimpsesto: Pastiches e Misturas, de Carlos Adriano
- Flora & Airto: O Som Revolucionário, de Jom Tob de Azulay
- Afrolatinas: Mulheres Negras em Movimentos, de Viviane Ferreira
- Para os Guardados, de Desali e Rafael Rocha
- A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywarete, de Werá Djekupé
História(s) do Cinema Brasileiro — Clássicos
- Brasília Segundo Feldman, de Vladimir Carvalho e Eugene Feldman
- A Paisagem Natural, de Vladimir Carvalho
- O Sertão do Rio Peixe, de Vladimir Carvalho
- Um Céu de Estrelas (1996), de Tata Amaral
- A Cor do Seu Destino (1986), de Jorge Durán
História(s) do Cinema Brasileiro — Filmes novos
- Adeus, Brasília, de Moacir Macedo
- Fernando Coni Campos: Cada um Vive como Sonha, de Luis Abramo e Pedro Rossi
- Drops de Anis, de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro
Mostra Premiere DF
- Jornada nas Estrelas, de Angelo Pignaton
- Brasifilia, de Francenilton Klava
Sessões especiais
- Pitico – Hermes Ayres Azevedo (1881-1959) – Historiador da Província, de Júlio Bressane
- Norte Sul Esquerda Direita, de Ricardo Ribeiro
- Música Secular, de Emanuel Lavor
- Histórias de Terror e Delicadeza, de Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório
Sessão Vozes e Lutas
- A Última Diária, de Marcelo Pelucio e Felipe Cortes — curta
- Pontos de Partida, de Silvio Tendler
Ambiente de Mercado
- Delegado, série de Marcelo Lordello e Leonardo Lacca — três episódios (PE)
Festivalzinho
- Sete filmes infantojuvenis, exibidos nas manhãs de 13 a 17 de setembro no Cine Brasília, no Complexo Cultural de Planaltina e na Universidade Católica em Taguatinga
Sessão de encerramento (19/09)
- Verão da Lata, de Santiago Dellape
Serviço 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro De 11 a 19 de setembro de 2026 Cine Brasília — EQS 106/107, Asa Sul, Brasília (DF) Sessões também no Complexo Cultural de Planaltina, na Universidade Católica de Brasília (campus Taguatinga), no Complexo Cultural Samambaia, no Cine Cultura Liberty Mall e no Jovem de Expressão, em Ceilândia Ingressos da Mostra Competitiva Nacional: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Demais sessões com entrada franca Programação completa: festcinebrasilia.com.br















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