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Clássicos

Os 7 presentes da Warner

Frame – Warner re-exibe 7 clássicos para comemorar seus 75 anos

Por Luiz Joaquim | 01.12.1998 (terça-feira)

O Recife é uma das poucas cidades no Brasil a ter o privilégio de poder comemorar, a partir dessa sexta-feira (04/12), os 75 anos da Warner Bros. Nesse aniversário, o presente é nosso. A companhia resolveu exibir alguns dos seus inúmeros clássicos. A empresa norte-americana enviou, em maio, 14 sugestões para que uma população de críticos brasileiros elegessem, dentre estes, os sete mais representativos.

Ficaram definidos Casablanca; Juventude Transviada; Disque M para Matar; Meu Ódio Será Sua Herança; Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas; O Exorcísta e Blade Runner. É claro que essa lista não satisfaz. Quem não gostaria de ver nessa relação o polêmico Laranja Mecânica, ou Um Bonde Chamado Desejo, Repulsa ao Sexo, Quem Tem Medo de Virgínia Wolf, Todos os Homens do Presidente, Nascido Para Matar e Os Imperdoáveis, entre tantos maravilhosos títulos da Warner?

Bom… a hora não é de reclamar, e sim de comemorar. Afinal teremos a felicidade de conferir em som Dolby Stereo e projeção cristalina(finalmente), a Los Angeles do século XXI, ou o bar do Rick Blaine, lá no Marrocos, na época da II Grande Guerra.

Outras preciosidades que cinéfilo nenhum pode perder são as novas cópias, remasterizadas, de Juventude Transviada, Meu Ódio Será sua Herança e Bonnie & Clyde. Boa também é a oportunidade para rever o pioneiro O Exorcista, depois de 25 anos de sua estréia. Ou ainda, comparar o ‘M’ do Hitchcock, com o ‘M’ do Andrew Davis (diretor da refilmagem entitulada de Um Crime Perfeito).

HISTÓRIA – Era 4 de abril de 1923 quando os quatro irmãos (Albert, Sam, Harry e Jack Warner) uniram forças e lançaram uma pequena companhia de cinema chamada Estúdios da Costa Oeste dos Irmãos Warner. O que catapultou o sucesso da empresa, foi o lançamento do primeiro filme sonoro do mundo. Era a película, Nasce Um Cantor (1926), estrelada por Al Jonson. A “moda” logo pegou e todos queriam produzir filmes com som sincronizados. Mas era a Warner que mantinha, de longe, vantajem tecnológica diante dos estúdios concorrentes.

De lá pra cá, a empresa foi ganhando força a medida que adquiria novos estúdios e criava novos sócios. Em 1989, quando fundiu negócios com a Time Inc., tornou-se uma das maiores companhias de entretenimento do mundo. É a Time Warner Entertainment. Essa união disponibiliza uma dos maiores acervos de audiovisual produzido até hoje. São 6.000 longa metragem, 29.500 títulos de televisão, 11.500 títulos de desenho animados e 1.500 desenhos de curta duração.

OS FILMES

1 – Casablanca – (Casablanca, EUA, 1942) – Dir. Michael Curtiz. Com Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, Paul Henreid, Claude Rains.
Rick Blaine dirige um bar em Casablanca. O local funciona como um refúgio para os que querem ir a América, fugindo do nazismo. Um dia o grande amor de Rick, Ilse Laszlo (Ingrid Bergman) entra no bar acompanhada de seu novo companheiro, um grande nome da Resistência. Além de mostrar uma história conflituosa das boas, tem de quebra a lendária canção As Times Goes By. Inesquecível.

2 – Disque M Para Matar – (Dial M for Murder, EUA, 1954) – Dir. Alfred Hichcock, Com: Ray Milland, Grace Kelly, Robert Cummings e John Willians.
Um veterano campeão de Tênis planeja, minusciosamente, o assassinato da esposa. Ótima trama acompanhada de uma curiosa sequência de assassinato. Outra curiosidade é que Hitchcock rodou o filme originalmente em terceira dimensão.

3 – Juventude Transviada – (Rebel Without a Cause, EUA, 1955) – Dir. Nicholas Ray. Com: James Dean, Natalie Wood, Jim Backus e Dennis Hooper.
Quem foi que disse que deliquência juvenil é problema de favelado? Nicholas Ray contou um pouco de sua história pessoal nesse filme que é um marco no que se refere ao tema conflito de gerações. James Dean interpreta um adolescente, filho de pais ricos, que, ao mudar para outra cidade precisa se adaptar ao novo ambiente.

4 – Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas – (Bonnie & Clyde, EUA, 1967) – Dir. Arthur Penn. Com: Warren Beatty, Faye Dunaway e Gene Hackman.
No início do século, um casal de assaltantes ficou conhecido pela sua audácia e violenta paixão pela aventura. Aqui inesquecivelmente interpretados pela sensual beleza de Dunaway e Beatty. A antológica sequência final (que o título em português adianta) é sinônimo de cinema, e serve de referência até hoje, para quem quer filmar violência coreografada.

5 – Meu Ódio Será Tua Herança – (The Wild Bunch, EUA, 1969) – Dir. Sam Peckinpah. Com: Willian Holden, Ernest Borgnine, Robert Ryan e Edmond O’Brian.
Em 1913, alguns bandidos ultrapassados resolvem dar um golpe, envovendo-se com revolucionários mexicanos e um carregamento de armas. Dizem que é o melhor de Peckinpah, que brigou com a Warner, porque a produtora montou o filme com 145 minutos de duração. É uma obra prima. Prepare-se para ver cenas de morte com requinte de estética.

6 – O Exorcista – (The Exorcist, EUA, 1973) – Dir. William Friedkin. Com: Linda Blair, Max Von Sydow e Elien Burstyn.
Adolescente aparentemente sofre de problemas de dupla personalidade. A mãe descobre, auxiliada por um padre (Sydow), que a moleca está possuída pelo demônio. Hoje isso pode soar sem graça, mas imagine há 25 anos!

7 – Blade Runner – Caçador de Andróides – (Blade Runner, EUA, 1982) – Dir. Ridley Scott. Com: Harrison Ford, Rutger Haur, Sean Young, Daryl Hannah.
O mais recente filme da mostra, e justamente o que mais possui contemporâneos da sua primeira exibição, é também o mais cultuado da década passada, pelo menos no Brasil. Confusões (novamente) entre a Warner e o diretor, fez com que o filme tivesse uma edição diferente da imaginada por Ridley Scott. Nem Harrison Ford gosta de falar do Blade Runner, pois foi obrigado pelos produtores a narrar em off a melancólica vida de seu personagem (o ex-polícial Rick Deckard). Eles achavam que tornariam o filme mais “aceitável”. Felizmente vamos ter acesso ao filme editado originalmente por Ridley Scott (o chamado director’s cut). Se você ainda não viu o filme (como conseguiu?) saiba que a história se passa na sombria e chuvosa Los Angeles de 2019, onde os “replicantes” (cópias quase-perfeita dos humanos – inventados para trabalhar como escravos e com vida máxima de quatro anos) se rebelaram, decidindo procurar seu criador para cobrar uma maior longevidade. Será que essa discussão está restrita aos replicantes? O filme é obrigatório.

O QUE VER, ONDE, E QUANDO

Multiplex Shopping Center Recife

Sexta – 04/12 – Blade Runner
Sábado – 05/12 – Juventude Transviada
Domingo – 06/12 – O Exorcista
Segunda – 07/12 – Bonnie & Clyde
Terça – 08/12 – Meu Ódio Será Tua Herança
Quarta – 09/12 – Disque M para Matar
Quinta – 10/12 – Casablanca

Multiplex Tacaruna

Sexta – 04/12 – Bonnie & Clyde
Sábado – 05/12 – Blade Runner
Domingo – 06/12 – Juventude Transviada
Segunda – 07/12 – O Exorcista
Terça – 08/12 – Casablanca
Quarta – 09/12 – Meu Ódio Será Tua Herança
Quinta – 10/12 – Disque M para Matar

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