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Festivais

80º Oscar (2008) – premiados

Previsibilidade no Oscar

Por Luiz Joaquim | 25.02.2008 (segunda-feira)

A 80ª cerimônia do Oscar, na noite do domingo, foi uma das mais previsíveis dos últimos anos, o que, com a apresentação de piadas comedidas de Jon Stewart, tornou o show mais esperado de Hollywood numa festa de baixo impacto. A pergunta é, em que medida a extensa greve dos roteirista – encerrada há cerca de 15 dias – afetou o roteiro do apresentador?

A previsibilidade aconteceu por conta do favoritismo de “Onde os Fracos não Têm Vez”, de Joel e Ethan Coen, e “Sangue Negro”, de Paul Thomas Anderson. O primeiro foi eleito o melhor filme, além de ficar com as estatuetas de direção (pela primeira vez para dois diretores de uma mesma obra), melhor ator coadjuvante (Javier Bardem, o favorito) e roteiro adaptado.

O segundo filme, de suas oito indicações, levou sem nenhuma surpresa o de melhor ator para Daniel Day-Lewis, além do de melhor fotografia. A imprensa norte-americana apontava Julie Christie, por interpretar um personagem com o mal de Alzheimer em “Longe Dela” (sem data de estréia no Brasil), como uma forte concorrente. Mas vigorou a unanimidade de Marion Cotillard por sua performance mediunica em “Piaf: Um Hino ao Amor”, tornando a atriz francesa a segunda atriz estrangeira a ganhar um Oscar na categoria principal depois de Sophia Loren em 1960 por “Duas Mulheres”, de Vittorio de Sica.

Outra forte concorrente de Cotillard era Cate Blanchett, por “Elizabeth: A Era de Ouro”, que também concorreu por coadjuvante em “Não Estou Lá” (estréia 7 de março), no qual era uma das favorita. Perdeu para a ótima inglesa Tilda Swinton pelo sutil trabalho em “Conduta de Risco”.

O prêmio de roteiro original para “Juno”, colocou sua autora, a ex-stripper Diablo Cody, no mesmo patamar de, por exemplo, um Oliver Stone, que levou o mesmo Oscar em 1978 por “O Expresso da Meia-Noite”.

Quem também saiu com prestígio do Kodak Theatre foi “O Ultimato Bourne”. Arrecadou três estatuetas, montagem, edição de som e efeito sonoro, situação que tradicionalmente acontece nas categorias técnicas, concentrando-se num filme de ação.

CERIMÔNIA
A divulgação do melhor documentário e doc em curta-metragem (“Freeheld”) foi anunciada ao vivo, via satélite, de Bagdá, por militares norte-americanos, o que deve ter feito Michael Moore, concorrendo com “Sicko” (estréia nesta sexta-feira) ter se remexido na poltrona. Intermediados pelo “certinho” Tom Hanks, os militares anunciaram “Taxi to The Dark Side” como melhor longa documentário. Hanks deu o troféu a Alex Gibney, que proferiu o discurso mais político da noite: “nosso país precisa ser consertado e sair do lado negro”.

No Oscar Honorário, o público média do cinema deve ter se perguntado quem era Robert Boyle, o velhinho de 98 anos que insistia em agradecer ao amigo Hitch por o ter colocado no meio cinematográfico com diretor de arte. Esse amigo era Alfred Hitchcock, com quem Boyle, lúcido e bem humorado, trabalhou em “Os Pássaros” e “Intrigra Internacional”. Digno de nota também foi a postura de Jon Stewart ter convidado Glen Hansard a voltar ao palco para fazer seu agradecimento pelo prêmio de melhor canção por “Once”. Foi uma gentileza inédita no Oscar.

Premiados

Melhor Filme
“Onde Os Fracos Não Têm Vez”

Melhor Diretor
Ethan Coen e Joel Coen (“Onde Os Fracos Não Têm Vez”)

Melhor Ator
Daniel Day-Lewis (“Sangue Negro”)

Melhor Roteiro Original
“Juno” (Diablo Cody)

Melhor Documentário
“Taxi to the Dark Side”

Melhor Documentário de Curta-Metragem
“Freeheld”

Melhor Trilha Original
“Desejo e Reparação” (Dario Marianelli)

Melhor Fotografia
“Sangue Negro” (Robert Elswit)

Melhor Filme Estrangeiro
“Os Falsários” – “Die Fälscher” (Áustria)

Melhor Montagem
“O Ultimato Bourne” (Christopher Rouse)

Melhor Atriz
Marion Cotillard (“Piaf – Um Hino ao Amor”)

Melhor Mixagem de Som
“O Ultimato Bourne” (Scott Millan, David Parker e Kirk Francis)

Melhor Efeitos Sonoros
“O Ultimato Bourne” (Scott Millan & David Parker e Kirk Francis)

Melhor Roteiro Adaptado
“Onde Os Fracos Não Têm Vez” (Joel Coen e Ethan Coen)

Melhor Atriz Coadjuvante
Tilda Swinton (“Conduta de Risco”)

Melhor Curta de Animação
“Peter & the Wolf”

Melhor Curta Documentário
“Le Mozart des Pickpockets”

Melhor Ator Coadjuvante
Javier Bardem (“Onde Os Fracos Não Têm Vez”)

Melhor Direção de Arte
“Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (Dante Ferretti)

Melhores Efeitos Visuais
“A Bússola de Ouro” (Michael L. Fink, Susan MacLeod, Bill Westenhofer e Ben Morri)

Melhor Maquiagem
“Piaf – Um Hino ao Amor” (Didier Lavergne e Loulia Sheppard)

Melhor Animação
“Ratatouille”

Melhor Figurino
“Elizabeth: A Era de Ouro” (Alexandra Byrne)

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