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Críticas

A Nova Cinderela

A garota de all-star rosa-shocking.

Por Luiz Joaquim | 09.07.2018 (segunda-feira)

– publicado em 29 de setembro no jornal Folha de Pernambuco em 1º de outubro de 2004.

1986. Numa sala de computação de um colégio de segundo grau, garoto rico (Andrew McCarthey) envia mensagem para uma menina (Molly Ringwald) que está no monitor logo a frente do seu. Ele é rico, ela, pobre. Ambos se envolvem sentimentalmente, mas ela teme não ultrapassar uma barreira social imposta pela casta do garoto. 2004. Numa sala de computação de um colégio de segundo grau, garoto popular na escola (Chad Michael Murry) envia mensagem para uma menina (Hilary Duff) que está no monitor logo à frente do seu. Ambos se envolvem sentimentalmente, mas ela teme não ultrapassar uma barreira social imposta pela casta do garoto.

O primeiro filme chama-se A Garota de Rosa-Shoching (Pretty in Pink). Dirigido por Howard Dutch, tornou-se um clássico entre os adolescentes nos anos 1980. O segundo é A Nova Cinderela (A Cinderella Story), filme de Mark Rosman que procura resgatar a mesma pureza que permeava os filmes de Dutch (como em Alguém Muito Especial) e do papa do gênero John Hughes.

É certo que Rosmam ainda precisa muito até chegar a competência de Hughes para criar uma mise-en-scéne tão envolvente na tradução dos dramas adolescentes. Mas o trabalho que faz em A Nova Cinderela não deve ser menosprezado. Isso porque o filme é talvez o mais inofensivo romance juvenil dos últimos anos. Entenda-se ‘inofensivo’ como isento de malícia sexual ou insinuações anti-ética de relacionamento humano. E isso não é fácil de fazer.

A base da tensão sugerida pelo enredo são apenas as diferenças entre os grupos sócias do colégio, confrontadas com a paixão da “Cinderela” pelo “príncipe encantado”. Na adaptação para o tempo contemporâneo, a garota é maltratada pela madrasta e duas meias-irmãs enquanto se comunica (via Internet) com uma paixão secreta. Ao descobrir que seu príncipe namora a menina mais popular da escola, desiste de revelar sua identidade e levar adiante sua paixão.  Como que recomendado para menores de 12 os, A Nova Cinderela é inofensivo e leve como uma fábula, mas mostra-se opaco diante da várias referências de duas décadas atrás.   

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