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Críticas

Taxi

Táxi de milhões de dólares

Por Luiz Joaquim | 07.08.2018 (terça-feira)

– publicado originalmente no jornal Folha de Pernambuco, em 2004

Táxi (Táxi, EUA, 2004), de Tim Story estréia hoje e é estrelado por Queen Latifah, Jimmy Fallon e Gisele Bündchen. Se não fosse por esse último nome, o filme passaria desapercebido pelo Brasil, ou talvez nem entrasse no circuito das salas de cinema do país, indo direto às prateleiras das locadoras. Refeito a partir de um filme homônimo e roteirizado em 1998 por Luc Besson (O quinto elemento) o Táxi hollywoodiano não trás nenhum momento de espontaneidade dos atores ou supermodelos que brincam de interpretar.

A história parecia acreditar na força de suas estrelas para cobrir a fraqueza do roteiro e do argumento. O problema é que Latifah (tida pelos norte-americanos como uma atriz pela indicação ao Oscar recebida por Chicago) e Fallon (o careteiro estúpido do estúpido programa Saturday Night Live) não produzem nenhuma fagulha de emoção jocosa como parceiros na busca pelas brasileiras assaltantes de bancos nova-iorquinos, das quais nossa Bündchen interpreta o cérebro.

Curioso ouvir Gisele conversando em “brasileiro” com sua quadrilha aparentemente formada por portuguesas. Mas curioso ainda é ver legendas em português para diálogos em português. Ou ainda, num outro momento, ouvir as mesmas bandidas conversando, entre si, em inglês. Problemas como esses, tão facilmente assimiláveis pela platéia brasileira, são interessantes para que o público comum tenham uma noção do nível de equívocos que Táxi produz em outras escalas da gramática do cinema, mas que ficam maquiadas pela mirabolantes e esbanjadoras cenas de ação, que enchem os olhos mas entediam o coração e ofendem o cérebro.

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