
17ª Janela de Cinema (26) – Programação
Festival vai de 28 de outubro a 1º de novembro com filmes pernambucanos e estrangeiros, novos e clássicos
Por Yuri Lins | 26.10.2026 (segunda-feira)
O Janela Internacional de Cinema do Recife divulgou nesta segunda-feira (26) os horários da 17ª edição, que vai de quarta-feira (28) a domingo (1º) com todas as sessões no Cinema São Luiz, na Boa Vista. A curadoria de Kleber Mendonça Filho e Pedro Azevedo Moreira reuniu 31 filmes entre longas e curtas-metragens brasileiros e estrangeiros, além de três episódios de uma série, numa programação que combina lançamentos recentes, clássicos e títulos recuperados de arquivos.
Em 2025, o festival havia distribuído as sessões entre o São Luiz, o Cinema da Fundação e o Cinema do Parque, e neste ano concentra toda a programação na sala da Rua da Aurora. A primeira sessão, na quarta-feira, às 17h, reúne o curta pernambucano Sandra Roque, de Mayara Santana, e o média-metragem inédito Tutti-Frutti, da francesa Céline Sciamma. Às 18h30, o público assiste a Vivo 76, documentário de Lírio Ferreira sobre Alceu Valença, precedido por Amanhecendo, de Jomard Muniz de Britto e Rucker Vieira.

“Yellow Cake”, de Tiago Melo
O Janela presta homenagem a Jomard Muniz de Britto, poeta e cineasta que morreu em 12 de outubro, aos 89 anos. Além de Amanhecendo, será exibida a cópia digitalizada de Imitação da vida, curta que abre a sessão de Cão sem plumas, de Camila Valença, na sexta-feira (30), às 18h20.
Dos 15 títulos pernambucanos da seleção, Coração de lona, de Tuca Siqueira, e Yellow Cake, de Tiago Melo, passam na quinta-feira (29), às 17h e às 21h30. Na sexta-feira, às 20h10, o festival apresenta A margem do rio, de Matheus Farias e Enock Carvalho, que recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno e o Troféu Redentor de melhor longa de ficção no Festival do Rio. A última sessão, no domingo, às 20h45, mostra em sequência três episódios da série policial Delegado, de Marcelo Lordello e Leonardo Lacca.
Entre os estrangeiros, o documentário Tudo pode ser visto, de Nathan Fielder e Lance Oppenheim, terá no sábado (31), às 19h, sua segunda exibição na América Latina. A seleção inclui ainda La Gradiva, de Marine Atlan, Club Kid, de Jordan Firstman, Seis meses no prédio rosa e azul, do mexicano Bruno Santamaría Razo, Era uma vez no Harlem, de William Greaves e David Greaves, Iron Boy, de Louis Clichy, e Tigre de papel, de James Gray, exibido no domingo às 18h30. No sábado, às 14h50, uma sessão feita em parceria com o Festival de Nova York reúne curtas de Kamal Aljafari, Camilo Restrepo, Jia Zhangke e Agnès Varda, além de Sul de Teerã, de Kleber Mendonça Filho.

Tudo pode ser visto, de Nathan Fielder e Lance Oppenheim,
A seção Clássicos do Janela reúne A profecia (1976), de Richard Donner, Os demônios (1971), de Ken Russell, em cópia restaurada, e dois filmes de Orson Welles, O estranho (1946) e A dama de Xangai (1947). O curta pernambucano That’s a Lero-Lero, de Lírio Ferreira e Amin Stepple, antecede as duas sessões de Welles, e Maracatu, maracatus, de Marcelo Gomes, abre a exibição de Era uma vez no Harlem na quarta-feira, às 20h50.
A seção de clássicos inclui ainda Luciana, a comerciária, longa pernambucano que Mozart Cintra concluiu em 1976 e que nunca chegou a entrar em cartaz. O filme passa no domingo, às 16h20, e esta será a segunda vez que a cópia digitalizada pela Cinemateca Brasileira é exibida no Recife. A primeira foi em 20 de setembro, no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, no Derby, que fez duas sessões gratuitas no mesmo dia em que a Cinemateca apresentava o longa em São Paulo dentro da mostra 50 Anos Depois, dedicada a filmes realizados em 1976.

Luciana, a comerciária, longa pernambucano de Mozart Cintra
O longa foi rodado em 35 mm, em preto e branco e com recursos do próprio diretor, e acompanha uma jovem que deixa a cidade de Pedra, no Agreste, para trabalhar e viver no Recife. Em 1976, teve apenas três exibições registradas, e a primeira delas foi uma sessão para a imprensa no próprio São Luiz. No Janela, a sessão começa com Dona Celeida, curta de Kleber Mendonça Filho que registra uma entrevista com Celeida Sette Cintra, viúva do diretor. Ela produziu o filme, guardou a cópia por décadas e morreu em julho deste ano, aos 95 anos.
Paralelamente às sessões, o Janela Crítica oferece duas oficinas coordenadas pelo escritor e cineasta Dodô Azevedo a um grupo de oito participantes selecionados, e o público pode visitar o Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano (Cena), que funciona no prédio do São Luiz.

Tigre de Papel, de James Gray
Os ingressos custam R$ 10, com meia-entrada a R$ 5, e estão à venda pelo perfil do Cinema São Luiz no Instagram e pelo site Ingressos Fundarpe. O cinema fica na Rua da Aurora, 175, e sua bilheteria abre uma hora antes de cada sessão. O festival é realizado pela Cinemascópio, com patrocínio da Fundação Itaú e apoio da Cinemateca Brasileira.
Programação completa:
Quarta-feira (28/10)
- 17h: Sandra Roque (Mayara Santana, 15 min, PE) e Tutti-Frutti (Céline Sciamma, 40 min, França)
- 18h30: Amanhecendo (Jomard Muniz de Britto e Rucker Vieira, 19 min, PE) e Vivo 76 (Lírio Ferreira, 1h42, PE)
- 20h50: Maracatu, maracatus (Marcelo Gomes, 14 min, PE) e Era uma vez no Harlem (William Greaves e David Greaves, 1h40, EUA)
Quinta-feira (29/10)
- 14h: La Gradiva (Marine Atlan, 2h26, França)
- 17h: Coração de lona (Tuca Siqueira, 1h35, PE)
- 19h: Club Kid (Jordan Firstman, 2h06, EUA)
- 21h30: Yellow Cake (Tiago Melo, 1h37, PE)
Sexta-feira (30/10)
- 16h15: Seis meses no prédio rosa e azul (Bruno Santamaría Razo, 1h44, México)
- 18h20: Imitação da vida (Jomard Muniz de Britto, 7 min, PE) e Cão sem plumas (Camila Valença, 1h13, PE)
- 20h10: A margem do rio (Matheus Farias e Enock Carvalho, 1h57, PE)
- 22h30: A profecia (Richard Donner, 1h51, EUA)
Sábado (31/10)
- 14h50: sessão de curtas do Festival de Nova York (1h30), com:
- Masao Adachi Takes a Passport Photo (Kamal Aljafari)
- Una película robada (Camilo Restrepo)
- Torino Shadow (Jia Zhangke)
- Pier Paolo Pasolini – Agnès Varda – New York-1967 (Agnès Varda)
- Sul de Teerã (Kleber Mendonça Filho)
- 16h50: That’s a Lero-Lero (Lírio Ferreira e Amin Stepple, 16 min, PE) e A dama de Xangai (Orson Welles, 1h27, EUA)
- 19h: Tudo pode ser visto (Nathan Fielder e Lance Oppenheim, 2h54, EUA)
- 22h30: Melk (Filip Anthonissen, 14 min, Bélgica) e Os demônios (Ken Russell, 1h54, Reino Unido)
Domingo (1º/11)
- 11h: Miguel (Janaína Guedes e Sérgio Poroger, 9 min, PE) e Iron Boy (Louis Clichy, 1h29, França e Bélgica)
- 14h: That’s a Lero-Lero (Lírio Ferreira e Amin Stepple, 16 min, PE) e O estranho (Orson Welles, 1h35, EUA)
- 16h20: Dona Celeida (Kleber Mendonça Filho, 15 min, PE) e Luciana, a comerciária (Mozart Cintra, 1h25, PE)
- 18h30: Tigre de papel (James Gray, 1h55, EUA, Brasil e Itália)
- 20h45: Delegado, três episódios da série (Leonardo Lacca e Marcelo Lordello, 1h40, PE)















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