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Críticas

Treze Homens e Um Novo Segredo

Bonitinhos e safados

Por Luiz Joaquim | 22.06.2007 (sexta-feira)

Bossa. Este podia ser o outro nome de “Treze Homens e Um Novo Segredo” (Ocean’s Thirteen, EUA, 2007), terceiro filme de uma franquia que iniciou com a refilmagem em 2001 do “Onze Homens e Um Segredo” original, de 1960 com Frank Sinatra no elenco como Danny. A bossa, não só aqui, mas também no primeiro e segundo filme – “Doze Homens e Outro Segredo” (2004) – é a marca maior dos distintos ladrões que formam a gangue de Danny Ocean (George Clooney, no automático, garantindo fundos para seu próximo projeto pessoal).

A história agora foi escrita por Brian Koppelman e David Levien, mas a direção, claro, mantém-se com o mesmo homem que esteve á frente dos “Ocean’s” anteriores: Steven Soderbergh (garantindo fundos para seu próximo projeto pessoal).

Outro aspecto que se mantém aqui é a estrutura do roteiro, ou seja, temos Danny convocando seus colegas para mais uma missão impossível, desta vez não por dinheiro, mas pela honra de Reuben (Elliott Gould), o mentor do bando, que sofre um infarto ao ser passado para trás pelo empresário Bank (Al Pacino, bronzeado e com os maneirismos de sempre) na negociação para a construção de um suntuoso hotel/cassino.

Ao lado dos escudeiros Rusty (Brad Pitt), Linus (Matt Damon), Basher (Don Cheadle) e mais sete especialistas em malandragem, Ocean monta uma armadilha para que a ‘soft open’, espécie de pré-estréia do hotel para a mídia, seja um desastre completo, com direito a um terremoto forjado, e que Bank perceba seu erro ao ter trapaceado Reuben.

O décimo terceiro homem do título é Terry Benedict (Andy Garcia). Ele, que foi o inimigo de Danny no primeiro filme, agora se alia ao grupo do trapaceiro. Tudo em prol de maltratar o escroque Bank.

Ainda seguindo a fórmula que deu certo no passado, o roteiro de “Treze Homens…” agrupa o bando, apresenta ao espectador as dificuldades da brincadeira, e, finalmente, mostra a brincadeira. Tudo em alto estilo.

Desde a abertura dos créditos, antes disso, já na logomarca da Warner, a bossa abre alas, com listras coloridas se alternando ao som de um groove sem data definida. Cool. É um anúncio da galhardia dos anti-heróis que vêm vindo, impecavelmente vestidos e de gosto refinado numa Las Vegas brilhosa.

Curioso é observar a quase ausência de mulheres na questão destes cavalheiros da maracutáia. O único momento de tensão sexual (estamos falando de um grupo de doze homens que movem o mundo por um outro homem) acontece quando Linus seduz a cinquentona Abgail (Ellen Barkin), que é o braço direito do vilão Bank. Ela é, segundo a revista Maxim, diz Linus, uma ‘cougar’ (aqui traduzida como ‘papa-anjo’) e o jovem rapaz tira proveito disso.

A produção de “Treze Homens…” quer convencer que todos eles estão aqui juntos (pela terceira vez!) por lealdade, mas não é fácil levar a sério a motivação desses moços, e com milhões de dólares envolvidos. Como a maioria de todos os ‘terceiros’ filme, este também parece estar cansando, e o charme dos galãs certamente não deve durar para sempre. Que Clooney e Soderbergh encontrem outra mina de ouro, então.

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