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Você não conhece Luciana, mas deveria.

Um longa-metragem pernambucano inédito há 50 anos? Por quê? E por qual motivo ressurge agora? Entenda.

Por Luiz Joaquim | 18.09.2026 (sexta-feira)

– artigo publicado originalmente na edição impressa, de setembro de 2026, da revista Le Monde Diplomatique Brasil.

Em seu provocador livro Revisão crítica do cinema brasileiro (1963), Glauber Rocha conta que certa vez encontrou Saulo Pereira de Mello, o incansável e apaixonado guardião do mitológico filme Limite (1931), de Mário Peixoto, e lhe perguntou como ia a sua luta pela recuperação do clássico silencioso.

Saulo respondeu que os laboratórios não conseguiam uma gama igual aos originais de Edgar Brasil (fotógrafo de Limite), e por isso acreditava ser impossível fazer o contratipo no Brasil; estava pensando em tentar laboratórios estrangeiros.

Preocupado com Limite, Glauber falou com a eterna referência em cinema do Brasil, Paulo Emílio Salles Gomes, em São Paulo, do qual recebeu a seguinte resposta, brincando: E Limite existe? Seriamente, não sei se vi esse filme ou se tudo isso é uma espécie de sonho obsessivo meu”.

A fala de Paulo Emílio era, ali, bastante emblemática, traduzindo um sentimento que durou até o início dos anos 1980, quando a obra voltou a circular e assombrou toda uma geração de realizadores e pesquisadores de cinema que, até então, só conhecia Limite pelas entusiasmadas críticas – em particular as de Otávio de Faria – escritas à época da celebrada exibição de maio de 1931, no Chaplin Club, o primeiro cineclube do país.

Em 2026, Limite é uma realidade ao alcance do nosso smartphone, graças ao esforço de vida de diversos atores no campo da preservação e restauração. Mas nem todo “Limite” tem um Saulo Pereira de Mello no caminho.

Antes de tudo, vale perguntar: existem outros Limite” na história do cinema brasileiro? Existem vários. Não necessariamente com o impacto criativo e revolucionário que pode ser percebido até hoje naquele solitário longa-metragem de Mário Peixoto, mas existem sim outros Limite” na medida do seu apagamento, de sua fantasmagoria, do seu esquecimento.

Pôster de “Luciana, A Comerciária” (1976)

E o Brasil está para conhecer um deles neste mês de setembro, mais precisamente às 16h do dia 20, durante a mostra “50 Anos Depois” da Cinemateca Brasileira, em São Paulo, e também por uma exibição especial, programada na mesma data e horário, no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife. As projeções ocorrerão no formato DCP com resolução 2K.

A obra, cujo título é Luciana, a comerciária, foi o primeiro e único longa-metragem realizado pelo ator, produtor, roteirista e diretor Mozart Cintra (1924-1977). Desde 1976 até hoje, o filme só ganhou a tela do cinema por três vezes, todas naquele mesmo ano. A primeira ocorreu no dia 17 de maio, na extinta cabine do Cinema São Luiz do Recife, que era um pequeno espaço reservado às sessões dedicadas à imprensa local. E a segunda, para familiares e amigos de Cintra, tendo sido projetada no também extinto Cine Bandeirante, em Arcoverde, município próximo a Pedra. Esta última, cidade natal de Cintra – no Agreste Pernambucano, a cerca de 250 quilômetros do Recife – e que serviu também como locação para Luciana.

Entrada do extinto Cine Bandeirante, em Arcoverde (PE), entre maio e junho de 1972. Mozart Cintra pode ser visto aqui. É o segundo homem, da esquerda pra direita, com o rosto escondido pela cabeça do primeiro homem à esquerda da imagem.

O último registro mostra, por um borderô da Empresa Brasileira de Filmes S.A. (a Embrafilme), uma sessão ocorrida em 17 de junho no extinto Cine Bairro Novo, na pernambucana cidade de São Lourenço da Mata. Pelo documento, foi contabilizado um público de 25 pagantes de meia entrada e 26 pagantes de inteira. 

Borderô para a Embrafilme da sessão de “Luciana, A Comerciária”, exibida no extinto Cine Bairro Novo, em São Lourenço da Mata (PE) em 17 de junho de 1976

É provável que, em 1976, um dos únicos textos avaliativos sobre o filme de Mozart tenha sido o escrito pelo crítico Fernando Spencer, publicado no Diário de Pernambuco, em 9 de junho daquele ano. Escrito a partir do que ele presenciou na sessão-cabine de maio, e pelo qual afirmava: “É sem dúvida um trabalho primitivo como realização cinematográfica. Dentro dos limitados recursos que teve na mão, não poderia fazer milagre. A intenção de Mozart é louvável… Como realização, a fita é primária de recursos técnicos. Os intérpretes, por falta de experiência, tropeçam, e o próprio Mozart, na solução de algumas sequências também”.

Mozart Cintra

O texto não aponta apenas fragilidades. Spencer abre espaço também para elogiar a difícil e ingrata batalha do realizador para produzir o seu longa-metragem na capital e no interior pernambucano, além de sua integridade e honestidade de propósitos. (Leia aqui).

Há registros de que o Luciana estaria programado para uma sessão à meia-noite de um sábado, 28 de agosto de 1976, no Cine Astor (Recife), mas uma nota publicada em 8 de agosto, também no Diário de Pernambuco, anunciava que a exibição estava sendo cancelada. Depois disso, um apagamento público, quase que absoluto, sobre o filme pelos próximos 50 anos.

Para Pernambuco, cuja história cinematográfica guarda raros exemplares de longa-metragens realizados no século 20, não ter desfrutado de Luciana no decorrer destas últimas cinco décadas significa a negativa de um valioso acesso à paisagem humana e urbana do Recife dos anos 1970, sem mencionar o também não acesso à expressão criativa deste cineasta de um único filme, mesmo com a obra classificada como “primitiva” numa primeira avaliação. Para ficarmos em um exemplo, o ano de 1977 visto em O agente secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho, seria diferente se ele e sua equipe tivessem tido acesso à Luciana, a comerciária?

Kátia Brígida (à esquerda) como a protagonista Luciana

Pulamos 27 anos adiante e vamos para o início de 2003, quando o mesmo Kleber Mendonça Filho e este que aqui escreve, então curadores do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, recebem na coordenação do espaço a visita do professor e jornalista Alexandre Figueirôa com a pesquisadora Fernanda Martins – então defendendo seu doutorado sobre Alberto Cavalcanti, na Universidade de Sorbonne. Eles traziam a informação da existência de uma cópia em 35mm de Luciana. Fernanda e outro colega pesquisador, Carlos Mascarenhas, souberam da existência da cópia por uma conversa casual com um familiar do diretor do filme.

Celeida Sette Cintra segura cartaz original de “Luciana, A Comerciária”. Foto: acervo família Sette Cintra.

Meses depois, noutro encontro na Fundação Joaquim Nabuco, era Celeida Cintra, a viúva de Mozart, que também assina a produção do filme – além de atuar e cantar (com o nome Kina Cintra) -, que levava as quatro latas com a única cópia existente de Luciana, a comerciária, a qual manteve em sua casa desde 1976.

Dona Celeida, então com 71 anos, queria entender a possibilidade de fazermos uma projeção para a família. Uma vez verificado o estado do material, com o conteúdo nas últimas três latas bastante molhado pela aplicação de glicerina (para evitar o ressecamento da película com o tempo), foram projetadas apenas as duas primeiras (de um total de oito) partes do filme, contidas na lata um.

Naqueles quase 20 minutos iniciais do filme, pudemos conhecer um pouco do romance de Luciana (Kátia Brígida) com o namorado Romildo (Celso Godoy) ainda no município de Pedra. Há também um pouco da relação da protagonista com o pai (Rodrigo Ezequiel) e a mãe louca (Guadallupe Bitencourt). Em Pedra, Luciana conclui os estudos em Contabilidade e planeja a mudança para o Recife em busca de uma vida melhor.

Aquela rápida sessão privada do filme logicamente emocionou os parentes de Mozart e, mesmo com parte do material já degradado, a família decidiu não deixar o filme sob os cuidados da Fundação Joaquim Nabuco. Assim, a única cópia de difusão de Luciana foi levada de volta à casa de Dona Celeida.

Semanas depois, em visita feita a casa de Dona Celeida Cintra, no bairro de Campo Grande (Recife), conhecemos o valioso acervo iconográfico mantido por Dona Celeida, guardado com um carinho e rigor notáveis. A partir da longa conversa que tivemos sobre os detalhes da produção do filme,  Kleber Mendonça Filho produziu aquela que foi a primeira reportagem mais profunda, detalhada e ilustrada sobre o Luciana… O texto foi publicado na capa do Caderno C, então editoria de cultura do Jornal do Commercio (Recife), na edição de 9 de março de 2003. Um domingo.

Reportagem de Kleber Mendonça Filho, 9 de março de 2003, para o Jornal do Commercio (Recife)

Avançamos um pouco mais no tempo e vamos a 2008. Numa conversa informal durante o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com o preservador e realizador Sérgio Silva sobre Luciana, a comerciária, soubemos que ele havia visto o trailer do filme por uma cópia depositada no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, e que, provavelmente, os negativos do longa-metragem estariam na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

Com a novidade, em novembro daquele 2008, entramos em contato com o Setor de Preservação da Cinemateca Brasileira e tivemos a confirmação dos negativos nos arquivos da instituição. Com todo o material em razoável qualidade de preservação. A boa notícia nos estimulou a iniciar um projeto para tocar a feitura de uma nova cópia de difusão, o que não aconteceu por falta de recursos financeiros.

Mais alguns anos adiante, em 2015, a família Cintra, representada por Veruschka, filha de Mozart (que também atua no filme, ainda menina), nos consultou sobre a possibilidade de fazer o depósito legal da cópia na filmoteca da Fundação Joaquim Nabuco. A cópia foi recebida pela instituição, mas, por uma avaliação do técnico André Gil, foi detectado que o estrago sobre o material estava muito mais avançado do que em 2003. Conforme Gil, o material estava bastante molhado em três (de quatro) latas, emitindo um forte odor de vinagre e com a emulsão soltando. A cópia, assim, precisava ser isolada dos outros arquivos na filmoteca da Fundação.

Estojo 1/4 da única cópia de difusão do filme “Luciana, A Comerciária”, depositado pela família Sette Cintra, na Fundação Joaquim Nabuco em 2015. Foto de 2024, acervo Caio Ramon Fonseca

No mesmo 2015, voltamos a consultar a Cinemateca Brasileira sobre o atual estado dos negativos em seus arquivos. Agora, com a única cópia de difusão sob os cuidados da Fundação, a ideia era tentar amarrar alguma parceria com a Cinemateca Brasileira para salvar Luciana.

Como resposta, dada pela então funcionária Fernanda Coelho, do Setor de Preservação, soubemos que todos os negativos originais de imagem e de som do filme e do trailer estavam em processo de degradação acética (Síndrome do vinagre). A sua orientação era que se planejasse a duplicação em película, para produzir um máster de imagem (matriz positiva), um máster de som, um contratipo de imagem e outro de som (matriz negativa), usando os negativos originais como matriz. Tínhamos, portanto e finalmente, uma luz apontando o começo de um longo processo a percorrer.

No ano seguinte, este material foi agregado ao projeto de duplicação emergencial da Cinemateca e os negativos de Luciana, felizmente, foram duplicados, passando de acetato para poliéster, contando agora com uma master de imagem – o interpositivo – em poliéster, assim como a sua cópia de som. Entretanto, havia um nada favorável contexto macropolítico transcorrendo no país.

Era 2016 e as estruturas democráticas do Brasil tremeram com os encaminhamentos do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A chegada efetiva de seu substituto, Michel Temer, em setembro, redesenhou todo o staff do Governo Federal. Na ocasião, o pernambucano Alfredo Bertini assumiu a Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura. Numa visita de Bertini à Fundação Joaquim Nabuco (que, na verdade, é vinculada ao Ministério da Educação), já empossado no cargo em questão, tivemos a possibilidade de compartilhar com o novo secretário nossa preocupação a respeito da situação da cópia de Luciana depositada na Fundação.

Sugerimos um estreitamento entre as relações da Fundação com a Cinemateca Brasileira e ele indicou que, em nome da SAV, procurássemos a instituição paulistana. Em outubro de 2016, portanto, durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, conversamos pessoalmente com Olga Futemma, então Coordenadora-geral da Cinemateca Brasileira, sobre o já mítico filme de Mozart Cintra.

Conhecedora do histórico da obra, Futemma foi bastante receptiva à ideia da parceria e de finalmente fazer Luciana voltar às telas. Entretanto, em novembro daquele 2016, o então presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Luiz Otávio Cavalcanti, acatando ordens de Mendonça Filho, então Ministro da Educação do governo Temer, alterou a coordenação do Cinema da Fundação. Com o nosso subsequente e voluntário desligamento da Fundação Joaquim Nabuco, os planos de restaurar Luciana voltaram à estaca zero.

Já era 2017 quando Albertina Lacerda, então coordenadora do departamento de Documentação e Pesquisa da Fundação, fez o que estava ao seu alcance para conseguir uma melhor maneira de acondicionar a cópia de difusão de Luciana. Ela também falou pessoalmente com Futemma, solicitando que a Cinemateca Brasileira recebesse o filme. A coordenadora-geral da Cinemateca desta vez lamentou ter de negar o pedido, pois não havia outra alternativa, considerando as intensas turbulências administrativas pelas quais a instituição paulistana sofria à época.

UM ESTUDANTE – Com o nosso desligamento da Fundação Joaquim Nabuco, e assumindo, a partir de 2017, a coordenação do Bacharelado em Cinema e Audiovisual do Centro Universitário Aeso Barros Melo, na cidade de Olinda, tivemos a oportunidade de conviver com alguns bons estudantes do segmento. Entre eles estava Caio Ramon Fonseca.

Caio Ramon Fonseca , responsável pela digitalização de “Luciana”. (foto: divulgação/acervo pessoal)

Caio defendeu sua monografia de conclusão de curso em dezembro de 2022, desenvolvendo uma análise sobre a preservação de acervos audiovisuais em Pernambuco. Como resultado recebeu a nota máxima. Interessado e empenhado em mergulhar no campo da preservação, o jovem recém-graduado se inscreveu e foi selecionado como pesquisador para integrar um projeto temporário da Cinemateca Brasileira intitulado “Nitratos da Cinemateca Brasileira – Preservação e Acesso”. Em fevereiro de 2023, Caio já estava residindo em São Paulo.

Em outubro daquele mesmo ano, voltamos à Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e, numa nova visita à Cinemateca, agendamos um café com Caio. Foi quando apresentamos a história de Luciana, a comerciária, pela primeira vez, para o atento e curioso jovem pesquisador. Embutida na conversa, havia um desejo de unirmos forças – com Caio agora atuando na Cinemateca e comigo de volta à Coordenação do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco -, para tentarmos desenvolver um projeto de restauração.

O projeto não aconteceu, mas estimulou o jovem a concorrer, em dezembro de 2024, a um mestrado em cinema na Universidade Federal de São Carlos (SP), para o qual foi aprovado com o tema “O mistério de Luciana, a comerciária: desafios da preservação de filmes no Brasil”. Sua pesquisa ficou sob a orientação acadêmica inicial de Carlos Roberto de Souza e, posteriormente, de Luciana Corrêa de Araújo.

Naquele agitado mês de dezembro de 2024, Caio Ramon foi contactado pela Cinemateca Brasileira e houve o retorno à instituição, desta vez no âmbito do “Projeto Canal 100”. O ano de 2025 iniciou, portanto, com Caio tendo, ao alcance das mãos, os negativos de seu objeto de estudo no mestrado.

Com a anuência de sua diretora técnica, Gabriela Souza de Queiroz, Caio fez no segundo semestre de 2025, ele próprio, o visionamento do material de Luciana numa enroladeira e trabalhou num novo laudo sobre a situação daquele acervo. Em janeiro deste 2026, o jovem técnico pernambucano passou a trabalhar no processo de digitalização do filme. Os movimentos de Caio dentro da Cinemateca circularam internamente até chegar aos ouvidos do cineasta Paulo Sacramento e do gerente de difusão da instituição, César Turim, que cuidam da curadoria da mostra “50 Anos Depois”.

Com o filme inserido na grade de programação do evento, e com a sessão no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco neste mês de setembro, Luciana, a comerciária irá iniciar, meio século depois, a existência que nunca experimentou junto a um diversificado público espalhado pelo país.

E mais. Agora, com a distância temporal de sua realização, poderá ganhar novas filiações – pela leitura de outros pesquisadores e especialistas – dentro da própria historiografia do cinema brasileiro, como já em 1976 Mozart Cintra pleiteava desde os créditos de apresentação do filme. Ali, ele se autointitula, em letras grandes: “Um filme UNDERGROUND”.

Lobby card de “Luciana, A Comerciária” destacando a participação de Simião Martiniano no papel de um camelô do Recife

A propósito deste registro nos créditos de abertura de Luciana, outro cineasta pernambucano, Lírio Ferreira, conta uma espécie de lenda cinematográfica local. A de que Mozart teria conseguido fazer o seu trabalho chegar até as mãos de Rogério Sganzerla e que, após conhecer o filme, o diretor de O bandido da luz vermelha teria exclamado: “Mas isto é um filme underground!”.

Mozart, orgulhoso, não teve dúvida em imprimir nos créditos de abertura a assertiva do mais influente nome do Cinema Marginal, ainda que os amigos do Recife o aconselhassem a evitar tal registro. Para aqueles que acreditam na lenda cinematográfica recifense, chegou a hora, 50 anos depois, de descobrir o quanto Sganzerla foi ou não foi, neste caso, visionário.

Em tempo: Este texto é dedicado a Dona Celeida, falecida aos 95 anos, em 29 de julho deste 2026, há menos de dois meses do renascimento de Luciana, a comerciária para o mundo. Celeida Sette Cintra foi a grande força-motriz na produção do filme.

Celeida Sette Cintra, como Kina Cintra, em cena de “Luciana, A Comerciária”

Veja, abaixo, trailer feito por Felipe Karnakis, em 31 de agosto de 2026, por ocasião da exibição em 20 de setembro de 2026 de “Luciana, A Comerciária” no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco

 

Leia também texto escrito em 2010, por Luiz Joaquim, para a Folha de Pernambuco sobre Luciana, a comerciária.

 

 

 

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