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Festivais

23. Tiradentes (2020) – curtas-metragens

São 78 títulos de 14 estados. Oito são de Pernambuco. Mostra inicia 24 de janeiro de 2020.

Por Luiz Joaquim | 24.12.2019 (terça-feira)

– com informações da assessoria de imprensa da Mostra. Na foto, Sem Asas, de Renato Martins

Na programação da 23a Mostra de Cinema de Tiradentes, a ser realizada na cidade histórica mineira entre 24 de janeiro e 1o de fevereiro de 2020, serão exibidos 80 curtas-metragens, vindos de 14 estados e espalhados por dez seções gratuitas. Os filmes da edição 2020 vêm de Alagoas (3), São Paulo (18), Minas Gerais (17), Pernambuco (8), Rio de Janeiro (10), Rio Grande do Norte (2), Paraná (7), Santa Catarina (1), Rio Grande do Sul (3), Goiás (4), Paraíba (2), Tocantins (2), Espírito Santo (2) e Sergipe (1). Eles serão apresentados dentro das mostras Foco, Panorama, Foco Minas, A Imaginação como Potência, Formação, Jovem, Mostrinha e Praça.

de Alagoas (3), São Paulo (18), Minas Gerais (15), Pernambuco (8), Rio de Janeiro (10), Rio Grande do Norte (2), Paraná (7), Santa Catarina (1), Rio Grande do Sul (3), Goiás (4), Paraíba (2), Tocantins (2), Espírito Santo (2) e Sergipe (1). Eles serão apresentados dentro das mostras Foco, Panorama, Foco Minas, A Imaginação como Potência, Formação, Jovem, Mostrinha e Praça.

A curadoria de curtas-metragens foi feita pelo pesquisador e professor Pedro Maciel Guimarães, pela crítica Camila Vieira e pela professora Tatiana Carvalho Costa. Ao longo do processo de seleção, algumas linhas estéticas acabaram se desenhando diante dos filmes. Uma delas é a invenção de narrativas alegóricas para tratar do presente e, ao mesmo tempo, dimensionar traumas históricos do País – o que pode ser visto em títulos como “Inabitáveis” (Anderson Bardot), “O Verbo se Fez Carne” (Ziel Karapotó), “A Mulher que Eu Era” (Karen Suzane) e “Relatos Tecnopobres” (João Batista Silva).

Para Camila Vieira, uma das curadoras, outra característica dos filmes este ano é “a reconfiguração do realismo a partir de uma abertura para explorar elementos do artifício que inventam formas de fabulação, como em ‘A Felicidade Delas’ (Carol Rodrigues) e ‘A Viagem do seu Arlindo’ (Sheila Altoé)”, destaca ela. “De um modo geral, as linhas estéticas nestes filmes propõem modos de fazer cinema numa conexão mais próxima com a temática da Mostra, ‘A imaginação como potência’, e isso está espalhado pela grade de programação, e não apenas nas sessões temáticas”, completa Camila.

Outro curador, Pedro Maciel Guimarães, detecta que, para 2020, os curtas ainda reverberam a apatia e o choque com a situação política e cultural do Brasil que se mostrou forte na seleção de 2019, mas agora há mais reação e proposição. “A estética queer distópica aparece bastante nessa edição, com narrativas construídas a partir de futuros indeterminados em que o mundo passa por algum tipo de reorganização completa, com propostas soluções, como a criação de pequenas irmandades que respondem às opressões”, diz Pedro. “Ao mesmo tempo em que os realizadores se dão conta do caos e da desesperança que vêm se abatendo no país, eles propõem rearranjos pessoais e microssociais”.

Sobre a Mostra Foco – que reúne curtas a serem avaliados pelo Júri da Crítica –, Pedro Maciel aponta a presença grande de títulos híbridos, que flertam com o documentário e o filme-ensaio, e alguns de narrativas mais alegóricas tratando de questões urgentes. É o caso de “Perifericu”, do coletivo paulista formado por Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira e que reflete sobre os deslocamentos de moradores da periferia para o centro nas grandes cidades brasileiras. “São olhares bastante críticos para alguns comportamentos sociais nestes primeiros anos do século”, diz.

A curadora Camila Vieira reforça que “no conjunto dos dez curtas da Foco, há desde filmes curtas realizados por diretores veteranos, como Sérgio Silva e João Marcos de Almeida (‘Estamos Todos na Sarjeta, mas Alguns de Nós Olham as Estrelas’) ou a Renata Pinheiro (‘Mansão do Amor’), até filmes feitos por jovens realizadores, como o ‘Perifericu’”.

CONFIRA OS CURTAS-METRAGENS DA 23a MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES

MOSTRA FOCO

A BARCA, Nilton Resende (AL)

AOS CUIDADOS DELA, Marcos Yoshi (SP)

CALMARIA, CATAPRETA (MG)

CINEMA CONTEMPORÂNEO, Felipe André Silva (PE)

EGUM, Yuri Costa (RJ)

ESTAMOS TODOS NA SARJETA, MAS ALGUNS DE NÓS OLHAM AS ESTRELAS, João Marcos de Almeida e Sergio Silva (SP)

MANSÃO DO AMOR, Renata Pinheiro (PE)

MINHA HISTÓRIA É OUTRA, Mariana Campos (RJ)

PERIFERICU, Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP)

RANCHO DA GOIABADA, Guilherme Martins (SP)

 

MOSTRA CURTAS NA PRAÇA

A PARTEIRA, Catarina Doolan (RN)

A TRADICIONAL FAMILIA BRASILEIRA KATU, Rodrigo sena (RN)

AQUELE CASAL, William de Oliveira (PR)

AS RENDAS DE DINHO, Adriane Canan (SC)

BICHA-BOMBA, Renan de Cillo (PR)

CARNE, Camila Kater (SP)

DOMINIQUE, Tatiana Issa, Guto Barra (RJ)

ÊLES, Roberto Burd (RS)

PAPO FRANCO, Luis Lomenha (RJ)

SANGRO, Tiago Minamisawa, Bruno H Castro, Guto BR (codireção) (SP)

SEM ASAS, Renata Martins (SP)

SEREMOS OUVIDAS, Larissa Nepomuceno (PR)

SWINGUERRA, Barbara Wagner e Benjamin de Burca (PE)

 

MOSTRA PANORAMA

A MENTIRA, Klaus Diehl e Rafael Spínola (RJ)

A MULHER QUE EU ERA, Karen Suzane (MG)

A NAVE DE MANÉ SOCÓ, Severino Dadá (PE)

A TERRA DAS MUITAS ÁGUAS, Catu Rizo / Ass. de direção Manaíra Carneiro (RJ)

A VIAGEM DO SEU ARLINDO, Sheila Altoé (GO)

BOM DIA SANTA MARIA, Rafael C. Parrode (GO)

BONDE, Asaph Luccas (SP)

COPACABANA MADUREIRA, Leonardo Martinelli (RJ)

DESERTO ESTRANGEIRO, Davi Pretto (RS)

DUDA, Eugenia Castello, William Biagioli (PR)

EM REFORMA, Diana Coelho (RS)

ENTRE NÓS E O MUNDO, Fabio Rodrigo (SP)

FAIXA DE GAZA, Lúcio César Fernandes (PB)

FÉRIAS, André Meirelles Collazzo (SP)

FIQUEM, Zoe Guglielmoni (SP)

JULHO, Danilo Daher e Daniel Calil (GO)

LOOPING, Maick Hannder (MG)

MÃTÃNÃG, A ENCANTADA, Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)

MONA, Luíza Zaidan e Thiago Schindler (SP)

NÃO VOU A LUGAR NENHUM, Maurício Coutinho (TO)

PEQUENOS DELITOS, Rodrigo Grota (PR)

ROSÁRIO, Juliana Soares e Igor Travassos (PE)

RUA AUGUSTA, 1029, Mirrah Iañez (SP)

SEM TÍTULO # 5 : A ROTINA TERÁ SEU ENQUANTO, Carlos Adriano (SP)

TRINDADE, Rodrigo Meireles (MG)

 

MOSTRA FOCO MINAS

ANGELA, Marília Nogueira (MG)

AZAR, Gabriel Duarte (MG)

BABI & ELVIS, Mariana Borges (MG)

BROOKLIN, Coletiva [CineLeblon] (MG)

DIZ QUE É VERDADE, Claryssa Almeida e Pedro Estrada (MG)

ESTRANHO ANIMAL, Arthur B. Senra (MG)

NOVE ÁGUAS, Gabriel Martins e Quilombo Marques (MG)

SANTA, Marco Andrade (MG)

 

MOSTRA TEMÁTICA

A FELICIDADE DELAS, Carol Rodrigues (SP)

INABITÁVEIS, Anderson Bardot (ES)

O VERBO SE FEZ CARNE, Ziel Karapotó (PE)

OS ÚLTIMOS ROMÂNTICOS DO MUNDO, Henrique Arruda (PE)

PATTAKI, Everlane Moraes (SE)

 

MOSTRA FORMAÇÃO

A SÚSSIA, Lucrécia Dias (TO)

ABRAÇO, Matheus Murucci (RJ)

E NO RUMO DO MEU SANGUE, Gabriel Borges (PR)

EU ESTOU VIVO, Maíra Campos e Michel Ramos (MG)

NADA ALÉM DA NOITE, Rodrigo de Janeiro (RJ)

RELATOS TECNOPOBRES, João Batista Silva (GO)

REMOINHO, Tiago A. Neves (PB)

SÁBADO NÃO É DIA DE IR EMBORA, Luísa Giesteira (RJ)

 

MOSTRA JOVEM

1996, Rodrigo Brandão (MG)

BARCO DE PAPEL, Thais Scabio (SP)

ILHAS DE CALOR, Ulisses Arthur (AL)

MENINOS RIMAM, Lucas Nunes (SP)

 

MOSTRINHA

A FESTA NO CÉU, Alisson Menezes (PE)

A GALINHA RUIVA, Irson Jr (ES)

TORCIDA ÚNICA, Catarina Forbes (SP)

TRINCHEIRA, Paulo Silver (AL)

VIVI LOBO E O QUARTO MÁGICO, Isabelle Santos e Edu MZ Camargo (PR)

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