
59º Brasília (2026) – Premiação
“Se Eu Fosse Vivo… Vivia” vence como melhor longa, enquanto “Cana” leva o prêmio de melhor curta nacional
Por Yuri Lins | 20.09.2026 (domingo)
— Com informações da assessoria do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
O longa Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira (MG), e o curta Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP), foram eleitos os melhores filmes da Mostra Competitiva Nacional do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro pelo júri oficial. A mais antiga e tradicional mostra cinematográfica do país reuniu 34.810 pessoas em nove dias de programação.
Além do Troféu Candango de melhor longa, Se Eu Fosse Vivo… Vivia venceu nas categorias de roteiro e figurino. É o quarto longa que o diretor mineiro estreia no festival e o segundo premiado como melhor filme, depois de Temporada, em 2018. O prêmio de roteiro repete o resultado de 2023, quando ele venceu por O Dia Que Te Conheci. Por ter vencido a categoria principal, o filme recebe ainda o Prêmio Like, de R$ 50 mil em apoio de mídia. O júri concedeu menção honrosa aos protagonistas Conceição Evaristo e Norberto Novais. O ator recebeu o prêmio no palco, acompanhado de Thainá Evaristo; a escritora agradeceu por telefone, em viva-voz.

Foto de Itallo Santos
Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco (GO), foi o longa com mais prêmios técnicos: direção, montagem, trilha sonora e melhor ator, para Guilherme Théo. O filme também recebeu o Prêmio Abraccine de melhor longa-metragem.
Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira (DF), venceu em fotografia e edição de som. Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner (SP), levou a direção de arte e o prêmio de melhor atriz, para Martha Nowill. Olivia Torres, do mesmo filme, dividiu o troféu de atriz coadjuvante com Aivan, de Pequenas Tragédias. Lucas Leto foi eleito melhor ator coadjuvante por Todo o Sentimento, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA).
O júri popular escolheu como melhor longa da Competitiva Nacional o documentário Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ), que também recebeu o Prêmio Especial do Júri e o Troféu Saruê, concedido pela equipe do Correio Braziliense, além de R$ 30 mil oferecidos pela Petrobras ao vencedor da votação do público.
A animação Ana, En Passant, de Fernanda Salgado (MG), venceu o Prêmio Zózimo Bulbul de melhor longa-metragem, concedido pela Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (Apan) e pelo Centro Afrocarioca de Cinema. O Prêmio Marco Antônio Guimarães, do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro, ficou com Fernando Coni Campos: Cada Um Vive Como Sonha, de Luis Abramo e Pedro Rossi.
Entre os curtas, Cana somou outros quatro prêmios: trilha sonora, melhor ator (Gerin Black), Prêmio Abraccine e Prêmio Canal Brasil. Fundura, de Catapreta (MG), venceu em direção, edição de som e direção de arte. Gastronomia do Olho, de Nicolau (DF), levou fotografia e roteiro. Futuro Decadance, de Leviathan (AL), ficou com montagem, figurino e melhor atriz.

Foto de Itallo Santos
O preferido do público foi Lagoa do Abandono, de Diego Maia (CE). Mariposa, de Alexandre Américo e Pedro Vitor (RN), recebeu menção honrosa e o Prêmio Zózimo Bulbul de melhor curta. Tiró e a Onça, de Wera Poty, venceu o prêmio de melhor filme de temática afirmativa, conferido pelo Conselho Distrital de Políticas de Igualdade Racial (Codipir), acompanhado de R$ 10 mil em parceria com os Estúdios Aicon.
Na Mostra Brasília, que chega ao 29º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal e distribuiu R$ 298 mil em prêmios oferecidos pela CLDF, o vencedor foi Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça, eleito melhor longa tanto pelo júri oficial quanto pelo popular. Entre os curtas, Dora, de Murilo Abreu, levou o troféu do júri oficial, e Micheli Santini foi premiada como melhor atriz pelo mesmo filme. O júri popular votou em Hacker Leonilia.
As demais categorias da mostra local premiaram Mapas, de Rafael Lobo, em direção e direção de arte, com Lucas Gehre e Nadine Diel; Ar-Dor, de Mike Peixoto, em edição de som e fotografia; Arthur Gonzaga, por A Arte Perdida da Lombada, em montagem; João Tomé, por Nem Todos Sabem, em trilha sonora; Lupe Leal, por Impostor, como melhor ator; e Talita Carvalho, por Madre, em roteiro.

Foto de Itallo Santos
A Mostra Caleidoscópio foi julgada por um júri internacional formado em parceria com a Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci), que deu o Troféu Candango de melhor filme a Os Fantasmas Gentis, de Caetano Gotardo. O Júri Jovem da UnB entregou o Prêmio Jean-Claude Bernardet a Mulheres do Bando, de Thamires Vieira.
Os longas vencedores das três mostras competitivas serão reexibidos no Cine Brasília, com entrada franca. No dia 21, às 18h, será a vez de Onde Moram os Irmãos, e às 20h, de Tudo é Tempo. No dia 22, às 18h, o público verá Os Fantasmas Gentis, e às 20h, Se Eu Fosse Vivo… Vivia.
Lista completa de premiados
Mostra Competitiva Nacional – Troféu Candango – longas
Melhor longa (júri oficial): Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira (MG)
Melhor longa (júri popular): Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Direção: Daniel Nolasco (GO), por Pequenas Tragédias
Roteiro: André Novais Oliveira (MG), por Se Eu Fosse Vivo… Vivia
Atriz: Martha Nowill, por Privadas de Suas Vidas
Ator: Guilherme Théo, por Pequenas Tragédias
Atriz coadjuvante: Aivan, por Pequenas Tragédias, e Olivia Torres, por Privadas de Suas Vidas
Ator coadjuvante: Lucas Leto, por Todo o Sentimento (BA)
Fotografia: Victor de Melo, por Sabes de Mim, Agora Esqueça (DF)
Direção de arte: Juliana Lobo, por Privadas de Suas Vidas (SP)
Figurino: Diana Moreira, por Se Eu Fosse Vivo… Vivia (MG)
Trilha sonora: Daniel Nolasco, por Pequenas Tragédias
Edição de som: Lucas Coelho, por Sabes de Mim, Agora Esqueça (DF)
Montagem: Luciano Carneiro, por Pequenas Tragédias (GO)
Prêmio Abraccine de melhor longa: Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco
Mostra Competitiva Nacional – Troféu Candango – curtas
Melhor curta (júri oficial): Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP)
Melhor curta (júri popular): Lagoa do Abandono, de Diego Maia
Direção: Catapreta, por Fundura
Roteiro: Nicolau, por Gastronomia do Olho
Atriz: Leviathan, por Futuro Decadance
Ator: Gerin Black, por Cana
Fotografia: Gabriel Lucena, por Gastronomia do Olho
Direção de arte: Catapreta, por Fundura
Figurino: Leviathan, por Futuro Decadance
Trilha sonora: Daniel Rone e Guilherme Xavier, por Cana
Edição de som: Daniel Nunes, por Fundura
Montagem: Leviathan (AL), por Futuro Decadance
Prêmio Abraccine de melhor curta: Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP)
Mostra Brasília – 29º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal
Melhor longa (júri oficial): Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
Melhor longa (júri popular): Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
Melhor curta (júri oficial): Dora, de Murilo Abreu
Melhor curta (júri popular): Hacker Leonilia
Direção: Rafael Lobo, por Mapas
Roteiro: Talita Carvalho, por Madre
Atriz: Micheli Santini, por Dora
Ator: Lupe Leal, por Impostor
Fotografia: Petrônio Neto e Nicolau, por Ar-Dor
Direção de arte: Lucas Gehre e Nadine Diel, por Mapas
Trilha sonora: João Tomé, por Nem Todos Sabem
Edição de som: Bernardo Paixão, por Ar-Dor
Montagem: Arthur Gonzaga, por A Arte Perdida da Lombada
Mostra Caleidoscópio
Prêmio Fipresci (crítica internacional): Os Fantasmas Gentis, de Caetano Gotardo
Prêmio Jean-Claude Bernardet (Júri Jovem UnB): Mulheres do Bando, de Thamires Vieira
Prêmios especiais
Prêmio Especial do Júri: Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Troféu Saruê: Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Menção honrosa (longa): Conceição Evaristo e Norberto Novais, por Se Eu Fosse Vivo… Vivia
Menção honrosa (curta): Mariposa
Melhor filme de temática afirmativa (Prêmio Codipir): Tiró e a Onça, de Wera Poty
Prêmio Zózimo Bulbul de melhor longa: Ana, En Passant, de Fernanda Salgado (MG)
Prêmio Zózimo Bulbul de melhor curta: Mariposa, de Alexandre Américo e Pedro Vitor (RN)
Prêmio Marco Antônio Guimarães: Fernando Coni Campos: Cada Um Vive Como Sonha
Prêmio Canal Brasil: Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier















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